Enquanto dezenas de pessoas madrugam em frente os hospitais do Recife para entrar marcar consulta com édicos especialistas, soram vagas nas Unidades de pronto Atendimento Especialidades (UPAEs) em cidades como Limoeiro, Belo Jardim, Arcoverde, Salgueiro e Afogados da Ingazeira. As unidades foram criadas há m ano para suprir a deficiência de profissionais nessas cidades e municípios vizinhos. Por conta do déficit histórico, os pacientes acostumaram-se a migrar para oRecife em busca dos médios, superlotando as unidades de saúde de Capital. A criação dos centros especializados reduziu a enxurrada e pacientes no Recife.
Contudo, uma média de 13,2 mil consultas deixaram de ser eitas nas cinco UPAEs, até o im de 2014, porque os pacientes não procuraram os erviços. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) tem trabalhado para otimizar os fluxos de oferta e demanda. “Estamos trabalhando forte dentro dos municípios para tentar mudar essa realidade, sobretudo com as coordenações de Atenção Primária”, explica a secretária executiva de Atenção a Saúde do Estado, Cristina Mota.
A marcação de consultas para as UPAEs é realizada por meio de solicitação das unidades de saúde da Atenção Primária, como PSFs, postos de saúde e policlínicas. Essa solicitação precisa ser levada pelo usuário à secretaria de Saúde do município, que faz a marcação por meio de sistema informatizado. Para a secretária, pode estar havendo algum tropeço neste percurso. “Como é um modelo novo tem toda a mudança de paradigma, porque o que acontecia anteriormente para ter acesso ao especialista era seguir direto para o Recife ou para uma cidade de referência”, analisa. Ela acredita que as centrais de regulação municipais, por desconhecimento dos serviços da UPAE, acabam indicando consultas fora. Além disso, há a tradição da população buscar o especialista longe de casa por desconhecer as UPAEs ou por descrença. A cultura de valorização das consultas no Recife é um dos fatos que chama a atenção da gestora da 5ª Regional de Saúde, Ricarda Samara. “Nas UPAEs temos tanto médico quanto os exames. E o melhor: fica perto de casa”, ressaltou. A faxineira Jacilene Oliveira, 33 anos, é uma das descrentes. Moradora de Feira Nova, dentro da área da UPAE de Limoeiro, ela preferiu se deslocar para a Capital em busca de um pneumologista. “Soube que o especialista de lá não resolve nada, então preferi vir para cá”, contou, mesmo sem nunca ter ido ao centro de Limoeiro. Apesar da procura menor, as cinco Unidades de Pronto Atendimento Especialidades juntas realizaram mais de 101 mil consultas médicas e 198 mil exames laboratoriais e de imagem durante este primeiro ano de atuação.
Fonte: Folha PE



