Fontes desativadas e o risco de foco de dengue

Um verdadeiro perigo à saúde pública. Essa é a situação as fontes desativadas em espaços públicos do Centro do Recife. A praça Dezessete, na rua do Imperador, em Santo Antônio, e a Maciel Pinheiro, que fica próxima à rua da Conceição, na Boa Vista, são exemplos característicos de áreas urbanas em que o mosquito Aedes Aegypt encontra condições favoráveis para a proliferação. Reservatórios enormes vazios, onde a água da chuva acumula sob o calor. Esse cenário é bastante conhecido do recifense e vem sendo combatido com afinco na Capital e nos demais municípios de Pernambuco. Somente entre os dias 14 e 21 de março, 3,5 mil casos da doença foram registrados no Estado, o que significa um aumento de 362% em elação ao mesmo período de 014.

No Recife, a sociedade que sempre é convocada a ajudar a eliminação dos focos de mosquito agora cobra do poder público atenção aos equipamentos que podem estar colaborando negativamente no cenário epidêmico. “A dengue está assolando aqui na Cidade. E ver a praça Maciel Pinheiro nessa situação para mim parece um desleixo. Não podemos ter um espaço bem no meio do Centro da Cidade servindo de criadouro de mosquito”, comentou o aposentado José Eloi da Silva.

O aposentado reclamou que todas as campanhas colocam foco no cidadão, mas que a Prefeitura também deve estar atenta aos espaços públicos sob os quais tem responsabilidade. “Na minha casa, eu faço tudo certinho. Coloco plástico nas caixas de água e ainda ponho tampa. Mas chegar no meio da rua e me deparar com isso é desolador porque eu estou fazendo a minha parte”, reclamou.

Já na praça Dezessete, a comerciante Fabiana Santana, 42, tem reclamações parecidas. “Acho que ainda não tive dengue por sorte. Porque qualquer chuva empossa a fonte e não tem quem limpe a água. Convivemos com esse risco porque as autoridades não estão fazendo o dever de casa”, criticou.

O gerente de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses, da Secretaria Municipal de Saúde, Jurandir Almeida, confirmou que esses espaços públicos representam risco porque se estiverem secos no dia da visita dos agentes de vigilância o larvicida biológico não é aplicado. Ele afirmou que as praças da Cidade já fazem parte do plano de ação de combate à dengue, mas que as visitas acontecem uma vez a cada dois meses. “Diante da denúncia da população, vamos orientar, novamente, os distritos a monitorar esses locais. Na situação em que estamos esses pontos são estratégicos e precisam de fiscalização de 15 em 15 dias”, ressaltou sobre uma nova atenção às fontes desativadas. A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) que cuida da conservação desses espaços informou que as fontes das praças Dezessete e Maciel Pinheiro foram desligadas, pois se encontram em manutenção, após terem sido alvos de atos de vandalismo. A empresa garantiu que realizará o esvaziamento das fontes dentro de 15 dias.

Fonte: Folha de Pernambuco

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