Médicos do Cabo decidem por paralisação de 72 horas

Os médicos vinculados à Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho determinaram em Assembleia Geral (AGE), realizada na manhã desta sexta-feira (16/09) no município, paralisação dos serviços eletivos (ESF´s e Ambulatórios), nos dias 28, 29 e 30 de Setembro, com atendimento exclusivo dos plantões para casos de Urgência e Emergência. A decisão foi tomada devido à falta de respostas por parte da gestão municipal diante das reivindicações da categoria em relação ao não cumprimento do Termo de Compromisso, acordado entre as partes em 2009, e a campanha salarial 2011.

Durante os dias da paralisação de advertência, serão feitas atividades de mobilização em pontos estratégicos, com a finalidade de chamar a atenção para o descaso com o setor da saúde pública no município. No dia 28, por exemplo, será realizada às 9h, nova AGE, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Públicos do Cabo (Sintrac), e em seguida os profissionais farão um protesto na Câmara Municipal dos Vereadores, já no dia 29, o protesto será na Secretaria de Saúde. A mobilização do dia 30 será definida na AGE.

Os médicos defendem a pauta de reivindicação que inclui pontos como: PCCV, Lei de Produtividade, reajuste salarial tendo como base o piso FENAM, concurso público, melhorias de segurança e das estruturas das unidades de saúde (policlínicas, hospitais e postos de saúde).

De acordo com o diretor do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Adilson Morato, há uma indiferença com os assuntos relacionados a qualidade da saúde no município. Segundo ele, os postos de saúde estão instalados em estruturas precárias e os médicos não têm condições de trabalho adequadas. “Dos 37 PSFs da cidade, dez estão sem médicos e em estruturas completamente desumanas. É uma falta de respeito com a população e os profissionais da saúde”, argumentou.

Na última paralisação (09/09), algumas unidades de saúde foram fiscalizadas por membros da diretoria do Simepe, e foram constatadas situações irregulares e de descompromisso com a saúde dos cidadãos. A sala de consultório do PSF Alto da Igreja, por exemplo, funciona em condições extremas de precariedade e improviso, no Centro Cultural Mestre Dié. A sala está com infiltrações, mofo, entulhos, e pior, sem nenhum indicativo que no local existe uma unidade de saúde instalada. “Nosso objetivo é valorizar o profissional e defender serviços de saúde digno para população”, explicou Morato.

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas