Imip recebe verba para salários

Considerada a maior organização social de saúde (OSS) de Pernambuco, responsável por 50% das unidades que funcionam sob esse modelo, o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) recebeu da Secretaria da Fazenda, na última segunda-feira, cerca de R$ 3,5 milhões para pagar os salários de março, que estavam atrasados há cinco dias. O repasse, contudo, não é suficiente para fazer a instituição deixar de operar no vermelho e sair da ameaça de reduzir o volume de serviços. A questão é que, do faturamento mensal da instituição de R$ 22 milhões, cerca de R$ 13 milhões são destinados apenas para a folha de pessoal.

Os cirurgiões do Imip, por exemplo, que são terceirizados, estão sem receber desde outubro do ano passado. As cirurgias realizadas a partir de novembro ainda não foram pagas. Os médicos que prestam esse serviço têm prazo máximo de três meses para receber o pagamento. Os vencimentos deveriam ter sido pagos até fevereiro. Diante dessa situação, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) se limita a informar que o fluxo de repasse referente a este ano está em processo de regularização e acrescenta que o déficit do ano passado está sendo discutido diretamente com as unidades que enfrentam prejuízos financeiros. Em matéria publicada pelo JC, no último dia 11, o secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa, alegou que os investimentos no setor serão menores, mas garante que honrará os compromissos de repassar os recursos para todas as OSS.

Funcionários do Imip alegam que, em 10 anos, esta é a pior crise da instituição, que tem déficit acumulado de R$ 27,5 milhões referente a 2014 apenas na unidade-sede, no bairro dos Coelhos, Centro do Recife. Além disso, o Imip administra oito Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) espalhadas pelo Grande Recife e interior de Pernambuco. Como OSS, ainda tem gerência sobre quatro hospitais: Dom Malan, em Petrolina, Miguel Arraes, em Paulista, Pelópidas Silveira, no Recife, e Dom Helder Camara, no Cabo de Santo Agostinho. Juntos, fornecem atendimento a 66 mil pessoas por mês e acumulam um prejuízo de R$ 13,1 milhões.

Fonte: Jornal do Commercio

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