Residentes do HC cobram investimento

Residentes do Hospital das Clínicas da UFPE fizeram um protesto ontem de manhã para pedir melhor abastecimento e condições de trabalho na unidade. Eles denunciam falta de medicamentos básicos para internamento e itens como luvas e fios cirúrgicos. Também dizem estar comprando itens com o próprio dinheiro. A diretoria alega que o orçamento da unidade é insuficiente para suas demandas.

No setor de cirurgia geral, segundo relatam os profissionais, já houve semanas em que uma dezena de procedimentos precisou ser cancelada, inclusive oncológicos. Entre os materiais em falta estariam antibióticos e quimioterápicos. “Chega uma coisa, mas falta outra. É comum fazermos cotas com nosso dinheiro para comprar remédio ou para o paciente realizar algum exame. Precisamos saber como é o controle de estoque e até quando teremos determinados medicamentos”, reclamou o residente de clínica médica Abel da Costa Neto.

O desabastecimento resultou, no início do ano, em cancelamento de operações e internações. Na semana passada, os residentes encaminharam uma carta sobre a situação da unidade à superintendência do hospital o Ministério Público Federal, e conselhos de classe.

“Colhemos assinaturas de 158 residentes e estabelecemos prazos curtos, médios e longos para os ajustes. A situação está calamitosa”, acrescentou o residente de acupuntura e dor Pedro Costa.

Em 2013, A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) assumiu a gestão do hospital. Na última segunda-feira, os residentes se reuniram com a superintendência do hospital pela segunda vez, mas permaneceram insatisfeitos com as justificativas dadas pela administração.

O superintendente do HC, Frederico Jorge Ribeiro, admitiu que a unidade passa por uma crise mas garantiu que o hospital busca alternativas para sanar os problemas. “As principais queixas envolvem laboratórios e abastecimento. Não temos orçamento liberado pelo governo federal para fazer o conserto, então só poderemos resolver a partir de junho ou julho, quando chegar o dinheiro”, disse. Ribeiro acrescentou que um novo sistema de estoque está sendo implantado.

Ele acrescentou que o orçamento é insuficiente. “Recebemos R$ 3 milhões por mês, mas R$ 2,2 milhões são para fornecedores e terceirizadas. Sobram R$ 800 mil para abastecer o hospital. O ideal seria duplicar isso.”

Fonte: Diario de Pernambuco

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas