MIAMI – Bactérias do intestino de uma pessoa e da colônia de micróbios que vivem no corpo e na pele podem servir como um identificador único, como a impressão digital. O estudo liderado pela Universidade de Harvard (EUA) é o primeiro a investigar como as pessoas são identificáveis com base em suas bactérias, que podem variar de acordo com idade, dieta, localização geográfica da pessoa e saúde.
“Vincular uma amostra de DNA humano a um banco de dados de “impressões digitais” de DNA humano é a base para a genética forense, um campo já consolidado”, disse Eric Franzosa, principal autor do estudo. “Nós mostramos que o mesmo tipo de ligação é possível utilizando sequências de DNA a partir de micróbios e bactérias que habitam o corpo humano, sem que seja necessário DNA.”
Os cientistas descobriram que as amostras de fezes foram particularmente confiáveis. Até 86% das pessoas poderiam ser identificados por suas bactérias do intestino após um ano. Mas mesmo em caso de amostra não correspondida, houve poucos falsos positivos. Na maioria dos casos, houve compatibilidade ou não. Raramente foi identificada a pessoa errada.
O estudo foi baseado numa amostragem de 120 pessoas, entre 242 que doaram amostras de fezes, saliva e pele para o Projeto Microbioma Humano – que mantém um banco de dados público para pesquisadores.
Fonte: Jornal do Commercio



