Coceira é mais comum do que febre

Manchas vermelhas na pele e coceira têm sido mais frequentes do que febre na atual epidemia de dengue. Estudo feito pela Secretaria-Executiva de Vigilância à Saúde do Recife ouviu 167 pessoas que tiveram a doença confirmada por exames laboratoriais e constatou que 84% apresentaram as manchas e o prurido, enquanto 76% fizeram referência à febre. Quase um terço (30,5%) também mencionaram inchaço nos pés ou nas mãos e 19,2% conjuntivite.

“Esse recorte mostra que a sintomatologia da dengue mudou”, diz Cristiane Penaforte. Ela não descarta a entrada de novos vírus, como o Zika, mas mostra que é possível a dengue se manifestar com sinais antes não habituais. No universo pesquisado, foi possível isolar o vírus dengue em 14 amostras. Nesse grupo, seis pessoas relataram prurido, quatro edema nas juntas e uma conjuntivite.

Outros sintomas conhecidos de epidemias anteriores também se repetem agora: 137 (80%) reclamaram de cefaleia e 125 (74%) de dores nas articulações. As entrevistas foram feitas por telefone. A Secretaria de Saúde do Recife realizou a pesquisa porque na ficha de notificação do Ministério da Saúde não constam sinais como inchaço nas articulações e conjuntivite. “Estamos incluindo esses sintomas no formulário distribuído na nossa rede própria, de postos, policlínicas e Upinhas”, relatou Cristiane. Ontem, o Ministério da Saúde emitiu comunicados a respeito de vacina contra a dengue e da entrada do Zika detectada em Camaçari (BA) por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia. “A confirmação da circulação do Zika ocorrerá somente após o laudo do laboratório de referência ratificando os achados”. Amostras estão em análise no Instituto Evandro Chagas (PA) e no CDC (EUA). Quanto à vacina da Sanofi, confirma que a Anvisa recebeu pedido de registro em 31 de março e que a liberação não implicará em uso imediato no SUS.

Fonte: Jornal do Commercio

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