Planos pagam cesáreas eletivas

BRASÍLIA (ABr) – Operadoras e plano de saúde terão que cobrir cesarianas eletivas – quando não há indicação médica – caso a gestante assine um termo de consentimento  estar ciente dos riscos que envolvem o procedimento. A informação foi divulgada pela Agência Nacional e Saúde Suplementar (ANS) ontem, quando passou a vigorar um conjunto de medidas e estímulo ao parto normal. elas novas regras, apenas cesáreas recomendadas ou que e fizerem necessárias durante um trabalho de parto difícil serão pagas pelos planos de saúde. A ANS esclareceu, entretanto, que o parto por cesárea integra o rol de procedimentos estabelecidos pela agência e que as operadoras não podem se negar a fazer esse tipo de cobertura. Nesses casos, o médico deverá anexar à documentação enviada ao plano um termo assinado pela gestante assumindo os riscos da cirurgia. O uso do partograma – documento gráfico onde são feitos registros de tudo o que ocorre durante o trabalho de parto – passa a ser obrigatório para obstetras da rede privada. A Resolução Normativa nº 368 prevê ainda que as operadoras informem aos beneficiários os percentuais de cesáreas e de partos normais de cada hospital e médico credenciados. Os planos também serão obrigados a oferecer o cartão da gestante, que contém todas as informações sobre o prénatal. Atualmente, 23,7 milhões de mulheres são beneficiárias de planos de assistência médica com atendimento obstétrico no País. O percentual de cesarianas chega a 84% na saúde suplementar e 40% na rede pública. Dados do Ministério da Saúde indicam que a cesárea sem indicação médica provoca riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê, já que aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade. A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade defendeu o respeito ao direito das mulheres de es colherem onde, como e co quem querem ter seus filhos, mediante um amplo acesso a informações sobre os risco dos procedimentos envolvidos. Em nota, o vice-presidente da entidade, Daniel Knupp, diz que está ciente de que o Brasil enfrenta uma epidemia de cesarianas e que os números alarmantes não são motivo de orgulho. Knup afirma que frequentemente opção pela cesárea é motivada por argumentos sem fundamento científico, mito que se criam para justificar a prática. Deste modo, a instituição entende que qualquer estímulo ao parto normal, com as recentes medidas anuncia das pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, é bem vindo e que todos os esforço devem ser tomados para qual as medidas resultem no efeito esperado.

Fonte: Folha de Pernambuco

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