Residentes entregam dossiê ao Estado

O Hospital Universitário Osvaldo Cruz (Huoc) vive uma crise. Um dossiê feito pelos édicos residentes e entregue ontem ao Governo do Estado relata a falta de vários tens. Na lista, luvas, agulhas, itas para glicemia capilar, frascos para hemocultura, analgésicos, antidepressivos, anti-hipertensivos e, principalmente, antimicrobianos e quimioterápicos. Também faltam equipamentos de proteção pessoal, materiais cirúrgicos e caeiras de rodas para transporte dos pacientes. O reflexo isso foi a suspensão de cirurgias e novas internações na TI. Exames também deixam de ser feitos pela ausência e reagentes químicos. Para gravar a situação, pacientes informaram que a máquina de ressonância da unidade quebrou e os exames foram desarcados. Ontem, o dia foi novamente e dificuldade para os usuários o hospital que também se epararam com uma paralisação de 24 horas dos médicos residentes. Os profissionais reivindicam melhorias na unidade. A mobilização parou os tendimentos dos ambulatórios. “Preciso fazer exames ara uma cirurgia, mas ao chegar no laboratório disseram que não tem reagente e vou ter que esperar. Até porque não deram previsão. Realmente, o hospital está caótico, apesar dos ótimos médicos”, queixou-se Neide Gonçalves, 53. Os testes negados foram de ureia, colesterol e creatinina. Assim como ela, várias pessoas voltaram para casa sem as consultas. De acordo com a direção do Huoc, houve impacto parcial sobre as atividades de ambulatório. Ações como endoscopia e bloco cirúrgico ambulatorial funcionaram normalmente, mas as consultas deixaram de ser oferecidas. Houve também diminuição de procedimentos no bloco cirúrgico principal. O hospital orientou que os pacientes procurem o setor de marcação ou o serviço de regulação dos seus municípios para remarcação. Os residentes lamentaramo transtorno, mas consideraram a manifestação necessária para chamar a atenção do Governo sobre a situação do hospital. “Ao longo da década, o hospital vem passando por períodos de agonias. Nos últimos meses, pacientes pararam de fazer os seus quimioterápicos, porque os medicamentos não estavam disponíveis na farmácia do hospital. Além disso, os residentes estão sendo prejudicados na sua formação de especialistas, mas o principal prejudicado é o doente. Não acreditamos que o problema seja de gestão. O principal problema é falta de repasse dos recursos”, disse o representante da Associação Nacional dos Médicos Residentes, Marcos Villander. Um dossiê feito pelos profissionais também aponta a falta de equipamentos de proteção pessoal, materiais cirúrgicos e cadeiras de rodas para os pacientes. O diretor do hospital, Bento Bezerra, confirmou a situação de crise que a unidade está enfrentando, mas ressaltou que vários empenhos financeiros já estão sendo usados para normalizar os problemas. Na próxima segunda-feira, deve chegar uma nova remessa de medicamentos e insumos.

Fontes: Folha de Pernambuco

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