A campanha nacional de vacinação contra poliomielite começou ontem. No Recife, o objetivo é imunizar pelo menos 95% das 93.370 crianças de seis meses a cinco anos de idade. A ação segue até 31 de agosto. Todas as Unidades de Saúde da Família (incluindo as Upinhas), Unidades Básicas Tradicionais e policlínicas oferecerão as vacinas, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Em 2014, a campanha ultrapassou a meta, representando uma cobertura vacinal de 100,25% do público-alvo. Durante a campanha, o Programa Nacional de Imunização também pretende atualizar o cartão de vacinação das crianças, caso haja necessidade.
Ontem, por ser o Dia D de Vacinação Contra Poliomielite, que deu início à campanha, a Secretaria de Saúde do Recife disponibilizou 386 postos (fixos e volantes) em todos os distritos sanitários da cidade. Mas na semana que vem só funcionarão os postos fixos, que totalizam 174. O secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, esteve na Policlínica Lessa de Andrade, Madalena, na manhã de ontem, alertando à população sobre a importância da vacina.
“Se a gente comemora que o Brasil está há 26 anos sem um caso de paralisia infantil, isso só acontece porque repetimos as campanhas todos os anos”, comentou. De acordo com ele, em 2014 a Organização Mundial de Saúde lançou alerta global pelo ressurgimento de casos de poliomielite em algumas regiões.
“Sabemos que têm focos na Ásia, em alguns países da África, geralmente relacionados às zonas de conflito e de distúrbio social grave, por isso precisamos garantir que a proteção das crianças brasileiras se mantenha alta”, enfatizou. A ajudante de cozinha Maria Oliveira dos Santos não perdeu tempo e já levou a pequena Emily Maria Castro de Santos ontem mesmo à Policlínica Lessa de Andrade para tomar a vacina, no dia do aniversário de dois anos da menina. “Todas as vacinas dela estão em dia, porque previnem doenças. Em todas as campanhas estamos presentes”, destacou. Poliomielite é uma doença viral que pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou total. Com as campanhas, o Brasil evita a doença há 26 anos.
Fonte: Diario de Pernambuco



