Uma semana após a proposição de um “Pacto Pela Saúde”, por parte da bancada de oposição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado Silvio Costa Filho (PTB) voltou a questionar, ontem, um aceno do Executivo estadual para a abertura do debate sobre o tema. A cobrança ocorreu no mesmo dia em que a Farmácia do Estado teve suas atividades paralisadas – por um grupo de funcionários terceirizados que reclamam de salários atrasados – deixando cerca de 40 mil pernambucanos, incluindo pacientes com doenças raras e recém transplantados, sem a medicação necessária para dar continuidade aos tratamentos. O petebista viajou no final da tarde para Brasília, onde entre outras pautas, tentará uma reunião com a bancada federal pernambucana para tratar sobre o tema. O líder do Governo na Alepe, Waldemar Borges (PSB), garantiu que o Estado “vive um clima permanente de pacto, com todos os que tenham propostas para melhorar o serviço público.
O socialista, no entanto, não definiu nenhum prazo ou agenda para tratar sobre o tema na Casa. “Estou programando apresentar a equação de financiamento da rede pública de Saúde de Pernambuco. A partir daí, poderemos identificar onde estão os problemas”, destacou. Ainda segundo Borges, as dificuldades enfrentadas pelo Governo Estadual “são frutos da falta de recursos e não de má gestão”, numa referências aos cortes de repasses da União, que desde o ano passado vem diminuindo progressivamente. “Gostaria de acreditar nessa visão (da oposição) de que tudo é problema de gestão. Seria bom que fosse assim, pois seria simples resolver, motivando a equipe ou trocando uma ou outra pessoa. Não é essa a questão, pois o país está em um buraco tremendo”.
O deputado Silvio Costa disse que continua aguardando uma sinalização do Governo. “Não vejo porque não firmar este pacto. É algo que precisamos analisar com seriedade. Naturalmente o governador Paulo Câmara tem consciência da importância disso. Qualquer pessoa, para ser ajudada, precisa dizer como quer ser ajudado. Queremos que o Governo do Estado construa um Pacto pela Saúde do mesmo modo como foi feito o Pacto Pela Vida. Estamos a beira de um colapso. Faltam médicos e remédios. O Governo soube unir diversas forças na luta pela vinda do hub da Latam, porque não poderia construir uma pauta conjunta sobre a saúde?”, questionou.
Já a vice-líder da oposição na Alepe, Teresa Leitão (PT), demonstrou ceticismo. “Não tivemos nenhuma sinalização do Governo. Agora se fala de um novo contingenciamento. Vai cortar da Saúde? Particularmente acho que não conseguiremos essa articulação”, lamentou.
Fonte: Folha de Pernambuco



