Médicos residentes do Hospital Getúlio (HGV) , no Recife, param por quatro dias suas atividades a partir desta quinta (27/08). É um protesto contra a situação crítica de mais uma unidade de saúde estadual onde além de faltar remédios e insumos, a insegurança passou a ser rotina. A falta de pagamento a terceirizados deixou os serviços desfalcados em limpeza e vigilância. Os residentes são médicos em especialização. Nessa situação extrema, que se arrasta desde a semana anterior sem uma solução efetiva do governo estadual, os profissionais alegam prejuízos no curso e na assistência aos pacientes. Críticos do governo avaliam que esse quadro de problemas generalizados na rede chega a ser pior que o enfrentado em 2004. Na época, a crise na gestão desencadeou greve de todos os trabalhadores da saúde. Desde julho último os protestos vêm se repetindo.
Os residentes já fizeram paralisação no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), que suspendeu cirurgias e quimioterapias porque o Estado estava retendo repasses do SUS para a unidade. Nas últimas semanas têm ocorrido manifestações repetidas de profissionais de enfermagem de grandes hospitais, que estão com salários atrasados, e de vigilantes terceirizados. Na segunda (24/08) houve ato no Barão de Lucena, onde até papel higiênico está em falta. O Hospital da Tamarineira, o Psiquiátrico Ulysses Pernambucano, é outro em crise grave. Sem vigilância, com problemas estruturais, faltando medicamentos e profissionais, além de estar superlotado de doentes mentais, gerou denúncia ao Ministério Público, pelo risco à integridade física de pacientes e trabalhadores. Uma assistente social teve fratura de face ao ser agredida por uma paciente em surto esta semana, quando a emergência funcionava sem segurança.
Fonte: JC Online



