IMIP alega que enfrenta a maior crise de sua existência

O Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) lançou na tarde desta terça-feira (29/09) uma carta aberta à sociedade na qual relata que a crise atual não tem precedentes. Não cita o valor das dívidas nem do crédito não recebido junto ao Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde pela prestação de serviços ao SUS no seu hospital-escola, de referência para a região, e nos quatro hospitais, oito UPAs e três UPAEs da rede estadual que gerencia.  “Nossa prestação de serviço tem sido prejudicada pelos repasses que recebemos – com atrasos e com defasagem financeira. O que tem causado um déficit financeiro que compromete a sobrevivência econômica do IMIP, acarreta atraso no pagamento de funcionários e fornecedores e força a instituição a limitar a quantidade de alguns tipos de atendimentos à população pobre de Pernambuco”, explica. No comunicado, o Imip diz estar fazendo todos os esforços para se manter na crise, mas lembra que já devolveu a administração de dois hospitais da Bahia. Leia a carta na íntegra:

CARTA ABERTA À SOCIEDADE PERNAMBUCANA

O IMIP vem a público esclarecer que a crise econômica atingiu seriamente a nossa instituição. Já vivenciamos em vários momentos muitas dificuldades financeiras. Mas a que enfrentamos agora não tem precedente na história cinquentenária do IMIP. Continuar prestando uma assistência de qualidade à saúde da população tem sido um grande esforço alcançado todos os dias pelo sacrifício do conjunto dos nossos funcionários.

É importante ressaltar que o IMIP, por sua história de dedicação exclusiva ao Sistema Único de Saúde e reconhecida eficiência administrativa, foi convidado por vários governos municipais e estaduais a participar como Organização Social (OS) de licitações para assumir a gestão de unidades para prestação de serviços de saúde. Num passado recente, devolvemos ao estado da Bahia a administração de dois hospitais.

Em Pernambuco, administramos 4 hospitais, 8 UPAS e 3 UPAEs. A crise financeira vivida pela Nação e pelo Estado tem penalizado o IMIP como instituição e também como gestor dessas unidades estaduais. Nossa prestação de serviço tem sido prejudicada pelos repasses que recebemos – com atrasos e com defasagem financeira. O que tem causado um déficit financeiro que compromete a sobrevivência econômica do IMIP, acarreta atraso no pagamento de funcionários e fornecedores e força a instituição a limitar a quantidade de alguns tipos de atendimentos à população pobre de Pernambuco.

Temos clareza da gravidade do momento histórico pelo qual passamos, mas não podemos assumir perante nossa sociedade a responsabilidade pelas consequências desta situação. Estamos fazendo todos os esforços possíveis para atravessar esse período. Imbuídos de compreensão, paciência e tolerância, esperamos que essa situação se normalize no tempo mais curto possível para que uma instituição como o IMIP não interrompa sua trajetória de décadas em servir às famílias pobres da nossa região.
Recife, 29 de setembro de 2015

Fonte: JC Online

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