Pernambuco, por sua pujança econômica e cultural, de há muito que fala para o mundo. Na Medicina, não tem sido diferente. Somos um respeitável polo de Medicina e, por extensão, polo de saúde, que subtende bem-estar, qualidade de vida.
Não podemos ficar indiferentes à “carta aberta à sociedade pernambucana”, recentemente projetada pelo renomado Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), que, vitimado pela crise que assola o país, se desnuda para dizer, alto e em bom som, que ele próprio, o Imip, está apenas respirando com denodado esforço, mas com o seu orçamento ferido de morte.
Ainda respira, segundo a carta, pelo sopro do idealismo dos seus funcionários todos engajados para dar sustentação a um trabalho operoso, sempre assinalado pela excelência, pela extremada dedicação à saúde da gente pernambucana e brasileira.
Naquele Instituto reside um passado de eficiência gerencial, de dedicação exclusiva ao Sistema Único de Saúde. Somente em Pernambuco, o Imip administra quatro hospitais, oito Upas e três Upaes, ou seja, uma rede de unidades estaduais a lhe pesar os ombros, mas também a consciência que tem como célula germinal a consciência de um dos maiores idealistas da Medicina e da saúde pública, o seu criador, o inigualável Fernando Figueira, que continua a animar os passos dos que deram – e dão – continuidade à sua obra de bons serviços prestados à população pernambucana.
No Imip, existe a vértebra da continuidade de um trabalho que contempla a qualidade e o idealismo, pontos que estão no seu nascedouro, que emolduram a sua alma, e que dão sustentação à trajetória de uma dedicação marcada pelo propósito de bem servir à nossa comunidade.
O Imip não se deixa ficar em paralisia, numa zona de conforto somente admissível às pessoas e às instituições conformadas com o nada fazer, com o deixar “acontecer para ver como é que fica”. Ao contrário, aquele Instituto, referência de Pernambuco para o mundo, tem ido além de si mesmo. Os seus projetos e ações indicam criatividade, força e determinação. Mais do que isso: motivação, esta uma palavra mágica que se apoia numa outra: amor. Amor à causa, amor à população pobre de Pernambuco.
Ficar indiferente, quem há de? Isso seria desdenhar do nosso povo que também sofre as agruras dos tempos atuais. Sejamos todos partícipes do mesmo carinho, enfim, do amor à nossa gente sofrida.
Fonte: Diario de Pernambuco



