Um hospital de emergência trauma sem exames de topografia e ressonância magnética. Essa é a situação do hospital Getúlio Vargas (HGV), o Recife, desde a última semana, quando a empresa contratada pelo Estado para a realização dos procedimentos – nineuro – deixou de atender s demandas do hospital. A queixa é o atraso no pagamento do serviço. Diante da situação de desassistência, a Associação de Seguros, Planos e sistema de Saúde (Aduseps) promete ingressar até quarta-feira com uma ação civil pública contra o governo para que haja a regularização dos exames. De acordo com médicos residentes do hospital, a parada do serviço começou na última quinta-feira, prejudicando quem chegava de emergência, quem já estava internado e também os egressos do ambulatório. Em média são realizadas 180 ressonâncias e 450 tomografias por mês de pacientes do HGV. “O hospital tem uma necessidade grande de exames de imagem e isso coloca em risco os pacientes”, destacou a presidente da Aduseps, Rene Patriota. Segundo ela, além da reclamação de cortes para os exames, há várias queixas sobre falta de insumos, falta de leitos e demora para marcação de consultas a unidade. Por isso, a associação vai retomar o projeto “Tenda de Denúncias” ainda nesta semana. A Secretaria de Saúde (SES) esclareceu, em nota, que já deu início à regularização dos repasses à empresa que presta serviço de exames de imagem ao HGV. A expectativa é que até o fim desta semana esteja normalizado.
Fonte: Folha de Pernambuco



