Nem tudo é rosa no controle do câncer de mama

O Outubro Rosa, de conscientização sobre o câncer de mama, é uma boa mostra do poder de mobilização da sociedade. Mas nem tudo é tão fácil como parece, apesar dos mamógrafos móveis que circulam nas grandes cidades. Na hora em que a suspeita aparece, se a paciente não correr por conta própria a um hospital de referência do SUS para disputar atendimento na triagem, não consegue exames nem outros procedimentos em tempo hábil. Esbarra na burocracia. O mesmo ocorre com quem precisa de um ultrassom de rotina quando ainda não tem a indicação da mamografia. O câncer também aparece aos 20 e depois dos 70. E, grande parte dos diagnósticos, nessas e nas faixas esperadas, é tardia.

Uma leitora, Helena Souza, denunciou esta semana que mesmo com encaminhamento do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam, serviço estadual) para fazer mamografia e ultrassom no Hospital de Câncer de Pernambuco, filantrópico conveniado ao SUS, teria que pagar R$ 70 pelo segundo exame. O HCP respondeu por nota que o serviço de imagem, em funcionamento na unidade, é terceirizado e a cobrança pelo ultrassom para pacientes externos depende da cobertura do contrato estabelecido entre a tal empresa e a unidade de saúde que encaminha as pacientes. Já quem entra na triagem diária, passa por avaliação médica e consegue cadastro no hospital, pode ser submetida aos dois exames sem pagar taxa alguma.

JC – O que as campanhas Por Mais Tempo e Para Todas as Marias já conseguiram?
* MAIRA CALEFFI – Alcançamos cerca de 250 mil assinaturas na petição pela garantia do tratamento, pelo SUS, do câncer de mama em metástase. Com o avanço da medicina, cresce a perspectiva de viver mais mesmo com doença avançada.

Fonte: Jornal do Commercio

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