Pacientes da AACD têm cirurgias desmarcadas

Além de enfrentar a ameça  da AACD fechar as portas por falta de recursos, os pacientes da associação estão em conseguir realizar cirurgias ortopédicas no Estado. A denúncia da parada dos procedimentos aconteceu há aluns dias e foi alvo de uma audiência na tarde de ontem na promotoria de Saúde da Capital. Segundo a queixa dos prejudicados e da própria coordenação de assistência a AACD, os pacientes estão e acumulando na fila para operações no Hospital Getúlio argas (HGV) e no Imip. Na última semana a Folha mostrou que a unidade do Recife convive com o risco de fechamento, devido a um déficit de $ 1,4 milhão neste ano e a queda de 30% na arrecadação e doações. A relação atualizada com o úmero de pacientes prejudicados com a não realização das cirurgias será enviada ao MPPE em até 20 dias. Em julho eram 22 pessoas no aguardo por cirurgia no Imip e 35 no HGV. A promotora Helena Capela disse ter sido surpreendida com a suspensão dos procedimentos. “Chegou à promotoria a informação de uma usuária que o filho não estava podendo fazer a cirurgia porque estava tudo parado no Imip por falta de material”, disse. A direção do Imip confirmou para a promotoria a dificuldade. “O diretor médico contou que o hospital está com problemas para adquirir materiais específicos para essas cirurgias. Não se trata de falta de repasses de dinheiro do Estado. Foi dificuldade para comprar mesmo. Os fornecedores não estavam nem respondendo os e-mails de cotação, devido a dívidas anteriores que o Imip tem”, revelou Helena. A solução indicada pelo Imip foi a realização de uma licitação maior dos materiais e que inclua os procedimentos por até seis meses. Além da dificuldade de materiais o hospital informou que há falta de anestesistas, mas prometeu solucionar a questão contratando por salário fixo esse profissional médico. As medidas devem ser apresentadas ao MPPE nos próximos 30 dias, quando será preciso apresentar um cronograma da retomada das operações. O mesmo prazo também foi estabelecido para que o HGV também apresente um calendário para as cirurgias ortopédicas dos pacientes da AACD, por ordem de gravidade e complexidade. Há a suspeita de que o hospital venha realizando apenas os procedimentos de menor porte. A direção da unidade negou qualquer paralisação das operações nas últimas semanas seja por falta de médicos ou insumo.

Fonte: Folha de Pernambuco

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