Emergência do HGV superlotada e sem tomografia

A Emergência do Hospital Getúlio Vargas, um dos maiores da rede estadual de Pernambuco, no bairro do Cordeiro, Recife, volta a viver momento de superlotação, agravado com a limitação de exames de imagem, ainda persistente no serviço. Ouvidores da Associação de Defesa dos Usuários do SUS (Aduseps) estiveram na unidade de saúde nesta quarta-feira (28/10) e flagraram pessoas deitadas no chão. Faltava espaço para andar nos corredores, denunciam. Há 15 dias a mesma entidade denunciou que o hospital não conseguia exames complementares para os seus pacientes. A clínica conveniada de radiologia estava sem prestar serviço por falta de pagamento do Estado. Na ocasião, a Secretaria Estadual de Saúde informou que negociava o pagamento atrasado com a clínica e que a oferta de ressonância e outros serviços estava sendo regularizada. A Aduseps denuncia que a situação não mudou e o tomógrafo do Getúlio Vargas está quebrado. À unidade de alta complexidade do Estado recorrem acidentados e pessoas com problemas clínicos.

Sobre a denúncia, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) emitiu o seguinte esclarecimento :

“A direção do Hospital Getúlio Vargas reconhece a grande demanda de pacientes na emergência da unidade, motivada, sobretudo, pela epidemia do trauma que atinge todo o País. No entanto, o hospital continua prestando serviço à população pernambucana, atendendo a todos os pacientes que dão entrada na unidade, conforme a gravidade do caso e os encaminhamentos da equipe multiprofissional da unidade. Mesmo diante da grande demanda, a direção não tem medido esforços para acomodar pacientes e acompanhantes da melhor maneira possível e vem trabalhando para agilizar exames, procedimentos e altas hospitalares, aumentando a rotatividade dos leitos.Em relação ao tomógrafo do HGV, a direção informa que o mesmo apresentou falha técnica na última semana e já notificou a empresa responsável pela manutenção. Sobre a Unineuro, a SES informa que já deu início à regularização dos repasses à empresa, que já normalizou a realização dos exames para os pacientes do Hospital Getúlio Vargas.”

Fonte: Jornal do Commercio

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