Microcefalia gera alerta nacional

Um dia depois de a Secretaria Estadual de Saúde (SES) lançar o novo protocolo clínico de atendimento aos casos de microcefalia em Pernambuco, o Ministério da Saúde decidiu declarar Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional no Brasil. A medida foi tomada para dar agilidade às investigações do aumento dos casos da anomalia no estado, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Esse mecanismo é previsto em lei para emergências em saúde pública que demandem ações urgentes de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública. A partir dessa iniciativa, se reduz a burocracia para contratar profissionais e comprar medicamentos, por exemplo.

Apesar de Paraíba e Rio Grande do Norte estarem sendo investigados também, o Ministério da Saúde não sabe ainda precisar quantos casos ocorreram nos dois estados. O diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, afirmou, ontem, que o órgão não sabe a dimensão do que está acontecendo. “Podemos estar diante de algo que está acabando ou do começo de uma crise mais grave”, declarou.

O Ministério da Saúde foi notificado pela SES em 22 de outubro deste ano. Uma equipe de seis profissionais epidemiologistas viajou, imediatamente, ao Recife para apoiar as secretarias do estado e dos municípios nas investigações de campo. O fato foi comunicado à Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Pan-americana de Saúde, por meio de protocolos internacionais de notificações de doenças.

Ontem, o Ministério da Saúde também ativou o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), em Brasília. O local reúne diversas áreas que podem contribuir para resposta ao evento fazendo com que o assunto seja tratado como prioridade. De acordo com o órgão, a microcefalia não é um algo novo, trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Na atual situação, a investigação da causa é que tem preocupado as autoridades de saúde. O defeito congênito pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas, infecções, bactérias, vírus e até radiação.

Fonte: Diario de Pernambuco

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