Microcefalia deixa mulheres apreensivas

O crescimento do número e casos demicrocefalia no Estado acendeu o alerta sobre a importância do acompanhamento rigoroso à gestação. árias mulheres procuraram, ontem, as unidades de saúde e referência no tratamento, omo o Imip e o Hospital Universitário Oswaldo Cruz HUOC), ambos na área central do Recife, em busca de esclarecimentos sobre a doença. Secretaria Estadual de Saúde informou que lançará, nos próximos dias, um protocolo de recomendações exclusivas ara o acolhimento das gestantes. O cenário de Emergência, marcado por 141 registros, em apenas 15 dias, eve mudar a rotina de atendimento nos consultórios. Para ma especialista, apesar do sinal vermelho, as mulheres ão precisam evitar as gestões. “Não é motivo para pânico ou de abandonar o sonho a maternidade”, ressaltou a infectologista Regina Coeli, do hospital Oswaldo Cruz. No enanto, em matéria publicada no site do Estadão, na noite de ontem, o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde (MS), Cláudio aierovitch, aconselhou as Pernambucanas a não engravidarem neste momento, enquanto não se descobre o que está acontecendo. “Não engravidem. Esse é o conselho mais sóbrio que pode ter dado”, disse Maierovitch. No Estado, a Secretaria de Saúde (SES) não quis repercutir a orientação do representante do MS. O órgão estadual enfatizou que continua investigando todos os casos com seriedade. Para Regina Coeli, o olhar de perto de um profissional médico, com a manutenção de exames como a ultrassonografia, são os caminhos apontados para deixar as mães mais tranquilas e seguras. “A palavra de ordem no momento é investigação. É preciso considerar não apenas o aporte infeccioso, mas todos os complicadores genéticos”, ressaltou. Ela pondera em relação às especulações quanto ao agente causador, associado a vírus do tipo zika ou dengue. “Até mesmo doenças como a rubéola e sífilis também figuram como determinantes.” Conforme a médica, ainda não existe entendimento sobre as causas de um possível quantitativo superior de registros nos estados do Nordeste. “As lacunas ainda existentes na rede pública, sobretudo no Interior do Estado, causam preocupação. Se existe dúvida ou ausência de um obstetra, o ideal é procurar ajuda na Capital”, orientou. Regina destaca que o período central de atenção está nos quatro primeiros meses da gestação, quando o cérebro do bebê é formado. “É a fase mais delicada”, acrescentou. Durante solenidade no Palácio do Campo das Princesas, o governador Paulo Câmara, se mostrou preocupado. “Estamos conscientes de que será necessário um longo trabalho para identificar as causas e evitá-las no futuro”, afirmou. Jovens e ainda com muitas dúvidas em mente, a estudante Desideria Cassemiro, de 18 anos, veio de Jaboatão dos Guararapes, acompanhada do namorado, José Mariano, 20, para tirar as dúvidas sobre a doença. “Já estou no sexto mês e não consegui fazer o pré-natal como deveria. As revelações sobre esta doença me causam medo”, admitiu. No Oswaldo Cruz, apenas na manhã de ontem, seis crianças com a malformação receberam atendimento.

Fonte: Folha de Pernambuco

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