Faltam recursos para vencer o Aedes aegypti

Verba. Essa é a palavra-chave os gestores do Nordeste para eforçar o combate ao mosuito Aedes aegypti – vetor da engue, chikungunya e zika – e responsável por disseminar esses vírus no País. Segundo o secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa, o prolema é que os repasses financeiros do Governo Federal têm sido escassos nesse enfrentamento. Sem dar valores, inda queixou-se que o recuro não é reajustado há oito nos, o que aponta que o investimento em prevenção não companhou a velocidade de proliferação do mosquito. Em outubro, o Índice de Infestação predial (IIP) apontava 61 municípios em risco de surto devido à grande quantidade de criadouros do inseto, 77 estão m alerta e 35 com níveis satisfatórios para a presença do mosquito. “A magnitude que as coisas estão tomando evidencia que precisamos de ajuda do Governo Federal. Necessitamos e apoio mais amplo para combater essa situação e de forma decisiva”, afirmou Iran Costa. A preocupação do secretário estadual é eliminar de forma rápida e ágil focos do edes para romper a cadeia do doecimento da população e contingenciar os casos de microcefalia, que começaram a ser relacionados ao agravamento do zika vírus. “O controle dos criadouros é a preocupação inicial”, comentou. No entanto, para essa guerra contra o mosquito é preciso dinheiro, coisa que ficou difícil este ano tanto na instância municipal, quanto estadual, assim como federal. Para reverter que os cortes na saúde piorem a situação em 2016, a rente Parlamentar de Saúde o Congresso Nacional comentou com articulações em prol a inserção de verbas extras ara o enfrentamento à denuncie, zika e chikungunya em 016. Parte do recurso também seria para o cuidado dos bebês vítimas da microcefalia. O presidente da frente, o deputado federal Osmar Terra PMDB-RS), que está no Recife junto com o também deputado Zeca Cavalcanti (PTB-PE) ara acompanhar o avanço da malformação cerebral dos bebês nascidos no Estado, foi recebido ontem numa reunião om o governador Paulo Câmara. Terra destacou que a situação é de emergência e deve extrapolar o Nordeste em reve. “O problema é o mais rave de saúde pública nos últimos 50 anos. O zika vírus já está em 14 estados e a tenência é isso se agravar. Então, precisamos de medidas rápias”, destacou. Entre as estratégias do grupo está pressionar o Governo Federal para criar uma rubrica específica para ajudar os municípios em emergência. Para isso, terão que ser rápidos, já que o orçamento do Ministério da Saúde para próximo ano será aprovado em até três semanas. “Nas próximas semanas e meses ainda nascerão crianças com microcefalia. Precisamos impedir que isso se perpetue e vire dezenas de milhares”, alertou Terra. Reuniões estão marcadas para hoje e amanhã no Ministério da Saúde para definir novos rumos nacionais sobre combate ao Aedes, o zika, a microcefalia e outros quadros neurológicos pós-virose também em crescimento. Uma das pautas será a entrada do Exército nas cidades em emergência.

Novo boletim da microcefalia

Hoje o MS e a Secretaria de Saúde de Pernambuco vão divulgar um novo boletim sobre a microcefalia. Há uma semana eram 399 casos notificados em sete estados, sendo Pernambuco com o maior número, 268. Também hoje se espera que seja adotado um novo protocolo para o diagnóstico e atenção às gestantes. Deve se tornar ainda obrigatória a notificação das grávidas com fetos portadores da microcefalia. O ministério apresentará também os números do Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa), que vão trazer um raio-x da presença do mosquito transmissor da zika, dengue e chikungunya no País. Dados preliminares apontam que o número de cidades em risco de surto caiu em Pernambuco. Enquanto em junho eram 91 cidades com risco de surto, em outubro o número foi de 61. Contudo as cidades em alerta caíram pouco. Eram 77 em junho e passaram a 67 em outubro. No Recife, os resultados atuais melhoraram e hoje é 1,2 casa por 100 com infestação. Em junho eram 2,4. Contudo, o Estado já soma 117,2 mil casos suspeitos de dengue/zika até 7 de novembro, aumento 577% de em relação a 2014.

Fonte: Folha de Pernambuco

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