Ontem, pela primeira vez, o Ministério da Saúde detalhou os casos confirmados de microcefalia relacionados ao zika. Ao todo, foram registrados 2.401 casos no Brasil em 20 Unidades da Federação. Entre os suspeitos, 134 foram confirmados por terem sido causados pelo vírus e 102, descartados. Continuam em investigação 2.165 bebês.
Segundo o ministério, os casos estão sendo descartados porque não foi comprovado o comprometimento do cérebro do bebê por exames de imagem ou porque foram identificadas outras causas para a microcefalia, incluindo infecções causadas por sífilis, citomegalovírus ou toxoplasmose. Pernambuco, que concentra 38,31% dos 2.401 casos suspeitos no Brasil, optou por não fazer essa diferenciação sobre a causa dos casos confirmados.
Ainda segundo o boletim epidemiológico divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, seis novos Estados (Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul) notificaram bebês com suspeita de microcefalia. Também já foi confirmado um óbito pela malformação congênita e descartados dois. Permanecem em investigação 26 mortes.
Em uma semana, o número de casos suspeitos de microcefalia subiu 36,3% (passou de 1.761 para 2.401). Em 2014, segundo o Ministério da Saúde, eram 147 registros de microcefalia.
Em 18 Estados, está comprovada a circulação do vírus zika: Roraima, Pará, Amazonas, Rondônia, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito santo, Mato Grosso e Paraná. O Estado de Sergipe, que lidera o número de confirmações de microcefalia relacionados ao zika (51 casos), não tem confirmação do vírus. “Há Estados que não conseguiram isolar o zika. É o caso de Sergipe, onde se sabe que o vírus circula”, explica o médico Carlos Brito, membro do Comitê Técnico de Arboviroses do Ministério da Saúde.
O ministério assegurou que tem trabalhado para fortalecer o diagnóstico para o vírus. Estão capacitados 18 laboratórios (13 centrais e cinco de referência). O teste para confirmação do zika deve ser feito, de preferência, nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas. Vale ressaltar que o vírus é de difícil detecção, já que cerca de 80% dos casos infectados não manifestam sintomas.
Fonte: Diario de Pernambuco



