Médicos da ESF do Recife intensifica diálogo com Secretaria de Saúde

IMG_5408O movimento dos médicos da Estratégia Saúde da Família do Recife ampliou o diálogo  com a Secretária Municipal de Saúde e já começa a sinalizar alguns avanços.  Na manhã desta sexta-feira (01.04), a categoria participou de assembleia geral, no Sindicato dos Médicos de Pernambuco, onde foi apresentado o resultado da reunião com o secretário de saúde do Recife, Jailson Correia,  realizada ontem (31), com representantes médicos de cada distrito e diretores do Simepe.

A gestão sinalizou um cronograma com a previsão de conclusão das obras nos postos de saúde em quais já foram  iniciadas as reformas e encaminhará um documento ao Sindicato especificando os prazos e as unidades de saúde. De acordo com  secretário, a prioridade é concluir as obras interrompidas pela falta de recursos financeiros e pela crise econômica instalada no País, que afeta principalmente, os municípios.  Ele  garantiu  que o cronograma não impede  a reparação de  problemas emergenciais e aproveitou pra informar que existe um projeto já aprovado e em fase de implementação sobre a climatização das unidades de saúde.

Outro ponto critico, apontado pelos médicos da rede, é em relação ao abastecimento das farmácias. A  boa notícia é que a situação será regularizada nos próximos dias, entretanto, focado em algumas prioridades (medicamentos crónicos, psiquiátricos,  arboviroses).  Na ocasião também se discutiu outras questões, como: preceptoria, regulação, sistema de informatização, recursos humanos, entre outros.

Por se tratar de uma pauta extensa, a gestão propôs uma apresentação de relatórios e projeções da pasta aos médicos e criar uma agenda positiva de acompanhamento e construções junto à categoria e o Sindicato.  Na próxima quarta-feira (06/04), será realizada uma reunião com os médicos e gestão, no Simepe, às 15h para apresentar os dados da Secretaria.

Para o vice-presidente do Simepe, Tadeu Calheiros,  essa fase do movimento permite aos médicos maior poder de cobrança. “Manter uma mesa de negociação e, sobretudo, uma relação de diálogo torna  possível  alcançar os pleitos reivindicados.  “Apesar de dificultar, a crise não é justificativa para os problemas antigos, é necessário, um maior comprometimento e planejamento para as execuções das ações propostas e melhorias para saúde”, finalizou

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