OMS vê regressão dos casos de zika

PARIS (AFP) – A epidemia de zika está claramente em regressão no Brasil, afirmou ontem a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma queda provavelmente relacionada com o fim do verão. “A epidemia está em uma fase descendente no Brasil”, afirmou Marie-Paule Kieny, subdiretora-geral da OMS, em coletiva de imprensa em Paris. “O mesmo acontece na Colômbia e Cabo Verde”, acrescentou. No entanto, observou que é impossível no momento saber se haverá uma reativação do vírus no futuro e uma propagação para outras zonas ainda não infectadas, ainda que os cientistas não esperem uma pandemia na Europa este ano.

No Brasil, foram registrados 1,5 milhão de casos de zika e o vírus se estendeu a muitos países da América Latina. O vírus, que se propagou pelo Brasil, Colômbia e Caribe a partir do final de 2014 por meio do mosquito Aedes aegypti, provoca uma infecção benignan a maioria dos casos. Mas, contraído durante a gravidez, o zika pode afetar o desenvolvimento do feto e provocar microcefalia. Também está ligado a problemas neurológicos, tais como a síndrome de Guillain-Barré, que provoca paralisia e até a morte. De três a quatro milhões de casos de zika são esperados no continente americano. Por enquanto, apenas alguns casos foram relatados na França e em seis países europeus. No entanto, um aumento significativo no número de casos poderia ser observado em áreas do mundo ainda não atingidas pela epidemia, advertiu a OMS. Quase 600 cientistas participam nesta segunda e terça-feira no Instituto Pasteur de Paris em um simpósio internacional sobre o vírus zika. Não há um tratamento ou vacina contra o vírus zika. Uma vacina só deverá estar disponível em alguns anos, mas os testes clínicos podem começar até o final deste ano, de acordo com os pesquisadores.

F0nte: Folha de Pernambuco

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