Quatro mortos por H1N1

Pernambuco registra as primeiras quatro mortes por influenza A (H1N1). Todas aconteceram no Recife, segundo boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES), divulgado ontem. As faixas etárias das vítimas são diferenciadas: uma entre 10 e 19 anos, uma na faixa etária de 40 a 49 anos e as outras duas na faixa etária de 50 a 59 anos. Na semana passada, o Ministério da Saúde anunciou uma morte no Estado, mas a SES pediu correção das estatísticas, uma vez que o bebê estava há 11 meses internado em um hospital de São Paulo, onde contraiu a doença e onde permaneceu até o falecimento.

Até 23 de abril, foram notificados 238 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Estado – que podem ser provocadas por diversos vírus e bactérias – com 19 confirmações de influenza A (H1N1). No período, foram registradas 20 mortes suspeitas, das quais quatro tiveram confirmação do H1N1, duas foram descartadas para influenza, parainfluenza, adenovírus e VSR, e sete tiveram a investigação encerrada e não especificada.

“Nesses sete casos inconclusivos faltou coleta do material clínico para análise quando as pessoas estavam vivas, mas isso não é uma obrigação, é uma orientação e não chega a ser um problema”, afirma o diretor-geral de Controle de Doenças e Agravos da SES, George Dimech. “Como o H1N1 é o vírus mais circulante, no momento, a tendência é que ele venha a se confirmar na maioria dos óbitos.”

O diretor salienta que as doenças respiratórias tendem a aumentar no período chuvoso. “Não há motivo para pânico, mas a população precisa estar em alerta e adotar medidas preventivas, como lavar sempre as mãos, evitar proximidade com pessoas doentes, espirrar na roupa e não nas mãos. A vacina é a melhor forma de prevenção, mas ela é apenas para os grupos de maior risco, como gestantes e idosos.”

Até agora, Pernambuco recebeu do Ministério da Saúde 941.780 doses da vacina. Ao todo, o Estado tem previsão de vacinar mais de dois milhões de pessoas do grupo de risco.

BRASIL

No último Boletim Epidemiológico de Influenza do Ministério da Saúde, divulgado na segunda-feira (25), havia registro, até 16 de abril, de 1.365 casos de SRAG por influenza A (H1N1) em todo o Brasil, sendo 230 óbitos, com registro de um caso importado (o vírus foi contraído em outro país). Os principais locais de óbito indicados foram São Paulo (119), seguido por Santa Catarina (20) e Rio de Janeiro (17).

Fonte:  Jornal do Commercio

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