Alerta para o aumento das arboviroses

Já são 116.533 casos suspeitos de arboviroses (dengue, chicungunha e zika) notificados entre 3 de janeiro e 21 de maio em Pernambuco. Desse total, 22.133 casos foram confirmados, com 28 mortes registradas, sendo 22 por chicungunha e 6 por dengue. Os dados foram divulgados na tarde de ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Segundo a coordenadora do Programa de Controle de Arboviroses da SES, Claudenice Pontes, o cenário das doenças relativas ao Aedes aegypti no Estado continua preocupante. “Ainda é um período que a gente precisa se preocupar. É necessário não só reduzir o número de casos, mas também a densidade vetorial do mosquito, já que observamos que muitos municípios estão com elevada infestação do inseto transmissor das doenças”, destaca.

Para a coordenadora, os casos devem continuar aumentando nos próximos dias. “A introdução do vírus da chicungunha no Estado tem apenas alguns meses, então aqueles municípios que ainda não tinham circulação comprovada, agora já observamos casos suspeitos. Fora as localidades onde já foram detectados casos, os números, por enquanto, ainda estão aumentando. É provável que continue assim por um bom tempo. Por isso, a importância de evitar a proliferação do mosquito”, esclarece Claudenice.

A temperatura nos últimos dias, com registro de chuvas no Grande Recife e em outras regiões do Estado, ajudam a dificultar o controle do Aedes aegpyti. “Nesse período de chuva seguido de sol, é comum que alguns recipientes descartados nas ruas, como tampas de refrigerante e copos descartáveis, acumulem água e se tornem mais um criadouro das larvas do mosquito”, explica a coordenadora do Programa de Controle de Arboviroses.

Entre as formas graves das enfermidades, Pernambuco registrou 260 casos suspeitos. Destes, 58 foram confirmados e outro caso descartado. Já em relação aos óbitos por arboviroses, a coordenadora da SES destaca que a automedicação adotada por muitos pacientes pode ter tido interferência no agravamento da doença. “O que chamou nossa atenção no número de óbitos é que a maioria das pessoas fazia automedicação. Não temos a comprovação de que esse hábito pode ter prejudicado diretamente o paciente, mas contribuiu de alguma forma. É extremamente importante que, sob qualquer suspeita de arbovirose, o paciente não se automedique”, alerta. Segundo Claudenice, entre as 28 pessoas que morreram por causa de complicações da doença, mais de 50% tinham acima de 60 anos.

Para evitar subnotificações das doenças, a recomendação é procurar uma unidade de saúde ao apresentar qualquer sintoma suspeito e ter especial atenção com a chicungunha. “É uma característica dessa doença que as dores retornem após alguns dias. Por isso, se o paciente tiver nova crise, a recomendação é voltar rapidamente no mesmo médico e relatar o problema para fazer o ajuste da medicação”, explica a especalissta.

Os casos e óbitos suspeitos continuam em investigação. Os exames foram feitos pelo Instituto Evandro Chagas (IEC/SVS/MS) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz – PE/CpqAM).

Fonte: Jornal do Commercio

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas