Quem tem parente internado em hospitais do Grande Recife deve ficar atento para não cair no golpe do falso exame. Criminosos estão se fazendo passar por médicos de alguns hospitais particulares e telefonando para familiares de pacientes pedindo autorização e pagamento para realização de exames urgentes, sob risco de o paciente não resistir.
Ontem, o casal Ana, 35 anos, e Danilo, 48 (nomes fictícios), procurou a imprensa para denunciar o golpe no qual não caíram por pouco. A mãe da mulher, de 65 anos, está internada desde a última sexta-feira, quando teve um aneurisma. “A gente tinha chegado do hospital quando vi minha mulher chorando ao telefone, passando mal. Eu tomei o aparelho e falei com o homem que se identificou como médico da minha sogra, dando o nome dela e do médico também”, relata o motorista.
“Ele disse que ela tinha hemorragia no pâncreas e fígado e precisava passar por procedimentos urgentes, mas antes precisava fazer uma tomografia e o plano não tinha autorizado, só dentro de dez a 20 dias, mas era para fazer logo ou ela corria risco de morrer”, continua. “A gente teria de arcar com o custo, aproximadamente R$ 1,5 mil. E o pagamento devia ser com o cartão de crédito ou em espécie e a gente precisava apresentar o recibo.”
Foi quando o motorista desconfiou que tinha algo errado. Enquanto ele conversava com o falso médico, pediu para a esposa ligar para uma pessoa que estava no hospital e ela informou que o quadro da mulher permanecia o mesmo, não havia qualquer solicitação de exame ou procedimento a fazer. “Então, falei pra ele que uma pessoa da família iria encontrá-lo na emergência para resolver tudo e ele ficou de ligar depois. Mas vou ser sincero: se eu não tivesse falado com ninguém no hospital a gente teria caído, pela nossa aflição. Pegam a gente desprevenido.”
No Facebook, uma jornalista relatou ter recebido ligação semelhante e outras pessoas comentaram saber de várias histórias do tipo. Uma delas informa ter três cartazes em um hospital particular alertando para o problema e orientando os familiares a não caírem na armadilha. Outra diz que é comum casos de tipo em uma determinado hospital da rede particular.
Fonte: Jornal do Commercio



