Brasil envia vacina à áfrica

O Brasil fechou um acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para abastecer uma campanha inédita de vacinação contra a febre amarela na África. O governo brasileiro enviará 2,5 milhões de doses que farão parte de um plano internacional para frear o surto da doença a partir de julho. A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) também apontou que o governo brasileiro indicou que poderia até mesmo ampliar a oferta, com um total de 5 milhões de doses em um segundo momento.

A partir do final deste mês, a OMS iniciará um plano para vacinar 15 milhões de pessoas na República Democrática do Congo e em Angola. Para isso, a entidade lançou um apelo para coletar doações de governos no valor de US$ 20 milhões e, assim, completar os recursos avaliados em US$ 14 milhões já existentes nos cofres da entidade.

Desde o início do ano, 14 milhões de pessoas já foram vacinadas e, até o final de 2016, a meta é de chegar a 30 milhões de pessoas. “Isso é sem precedentes”, disse Bruce Aylward, diretor da OMS para Epidemias.

Em dezembro, a OMS registrou os primeiros casos de febre amarela em Luanda. Desde então, 3,5 mil casos foram registrados no país, com cerca de 300 mortes. Nos últimos três meses, o Congo já somou 1,3 mil casos de febre amarela, com 75 mortes. Segundo os dados da OMS, o número de caso caiu nas últimas semanas diante da chegada do inverno no Hemisfério Sul.

Mas, para Aylward, existe um forte risco de que ganhe outros países africanos. “Se não fizermos essa ampla campanha de vacinação, o risco é de que tenhamos uma explosão no número de casos a partir de setembro e em certos urbanos”, alertou.

Diante da emergência do caso, OMS pediu ao Brasil para que avaliasse a capacidade de abastecer os estoques internacionais, já que são apenas quatro o número de empresas que produzem a vacina. “A resposta foi positiva e estamos muito impressionados com a postura do Brasil”, disse Aylward.

“Em casos de surtos mundiais, os países normalmente fecham seus estoques para se proteger e garantir o abastecimento a sua população. Mas o Brasil decidiu ampliar sua produção e é exatamente isso que outros países devem fazer”, declarou. Segundo ele, parte do envio brasileiro será uma doação e parte será comprada. “Estamos negociando isso neste momento”, indicou.

Fonte: Jornal do Commercio

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