A chikungunya pode estar relacionada também com complicações linfáticas. A possibilidade foi levantada por sete pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco, que se preparam para começar a segunda fase de uma pesquisa que testa a teoria. Pioneiro no mundo, o estudo já trouxe indícios de que a vermelhidão e as dores nas pernas das pessoas acometidas pela doença está sendo agravada pelas linfopatias. “Ficamos atentos à elevação na quantidade de pacientes que nos procuravam com trombose venosa e edemas nas pernas. O aumento ocorreu justamente quando o surto de chikungunya começou aqui no Estado. Por isso resolvemos investigar mais o assunto”, justificou a cirurgiã vascular Catarina Almeida, que capitaneia a pesquisa. Dos 39 pacientes investigados, mais de 60% apresentou problemas linfáticos. “Para trombose não identificamos nenhuma relação, por outro lado.” Os pacientes foram testados durante a fase aguda da chikungunya, que apresenta como principais sintomas manchas avermelhadas no corpo e fortes dores nas articulações. “Num segundo momento, em que as dores não estão muito forte, vamos refazer todos os exames, para saber quais pessoas já tínhamos problemas linfáticos antes”, explicou Almeida. De acordo com o último boletim de microcefalia e arboviroses divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde, a doença já foi notificada 44.254 vezes desde agosto do ano passado. Desses, 16.316 casos já foram confirmados, assim como 26 óbitos. Entre as outras arboviroses, os números também ultrapassam as dezenas de milhares. Dengue teve 88.347 notificações, 16.316 confirmações e sete mortes. A zika teve 10.656 notificações e 147 confirmações.
Fonte: Folha de Pernambuco



