Usuários Golden Cross aguardam decisão

Cerca de 260 contratos de planos de saúde coletivo da Golden Cross ligados à Secretaria Estadual de Educação, serão interrompidos no dia 31 de agosto por decisão unilateral da operadora sob alegação de que a despesa tem sido maior que a receita. No grupo, está a professora aposentada do Estado, Doralice Leite, de 90 anos, que vive sob cuidados hospitalares no sistema home care bancado pelo plano. Segundo o genro de Doralice, Roberto Watts, a professora pagou o plano de saúde coletivo durante 23 anos e que frequentava médicos particulares, utilizando o plano para eventuais exames. “Há dois ou três meses, é que o plano passou a pagar um home care. Ela teve uma infecção, foi internada, passou 30 dias e foi liberada, mas com a necessidade de utilizar equipamentos hospitalares emcasa e ter acompanhamento de vários profissionais, que a gente não tem como manter”, explica. Ela vive com mal de Alzheimer.

Em nota, a Golden Cross alega que sofreu prejuízo de mais de R$ 10 milhões nos últimos cinco anos e reclama que usuários chegaram a “mover ações judiciais limitando reajustes previstos no contrato e pleitearam coberturas para tratamentos não contemplados pela legislação, inviabilizando por completo a manutenção e o equilíbrio econômico do contrato”. A operadora disponibilizou os telefones 4004-2001 e 0800-7282001 para tirar dúvidas dos usuários. Ainda de acordo com a empresa, o caso de Doralice Leite está sendo avaliado. Após repercussão na TV Globo, a Defensoria Pública do Estado prometeu dar encaminhamento ao caso e marcou um encontro dos interessados com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a operadora e a Secretaria de Educação para o próximo dia 27. Ainda segundo Roberto, a ANS foi procurada, pela família, mas disse não poder interferir, porque regula apenas contratos individuais.

Fonte: Folha de Pernambuco

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