Mortes por arboviroses aumentam

As mortes confirmadas por arboviroses em Pernambuco apenas neste ano chegaram a 52. O número representa um crescimento de 57,5% em relação à última semana, quando havia o acúmulo de 33 óbitos. Adengue foi a que teve maior alta com incremento de 200%, saltando de sete para 21 confirmações. Já a chikungunya cresceu de 26 para 31 confirmações, uma elevação de 19,2%. Ainda não há confirmações de mortes por zika. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) também destacou que cinco pessoas apresentaram presença viral tanto de dengue quanto de chikungunya, o que pode indicar que a causa morte foi uma coinfecção pelas duas doenças. Em 2016, o Estado já contabiliza 285 notificações de mortes suspeitas. Uma equipe de especialistas estará reunida na próxima semana para discutir os casos específicos e os riscos de coinfecções para vida de pacientes. A coordenadora de arboviroses da SES, Claudenice Pontes, comentou que os resultados para a conclusão de investigação laboratorial sobre morte por arbovirose têm demorado mais de três meses para chegar. Isso acontece porque os testes são finalizados pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará, que recebe demandas de todo o Brasil e está sobrecarregado. “Chegaram os resultados de uma vez. Acho que estão juntando e mandando por lotes. A gente recebeu uma grandequantidade agora,mas referente a períodos anteriores”, ressaltou Claudenice sobre o grande volume de confirmações em uma semana. Dos 285 óbitos suspeitos muitos precisarão de avaliação ainda mais detalhada e demorada, uma vez que a notificação aconteceu tardiamente e inviabilizou a coleta de sangue ou vísceras para testes laboratoriais. “Alguns não terão resultado laboratorial porque não foi coletado (material). Então, esses precisam ser discutidos pela clínica para ver se chegamos a alguma conclusão associada à situação epidemiológica da localidade de residência”, disse. Pernambuco, que já vem investigando a explosão de óbitos relacionados às arboviroses, principalmente por chikungunya, há pelo menos três meses, passará também a estudar os riscos da coinfecção pelas doenças. Os casos-chave a serem analisados na próxima semana serão os de cinco pessoas que ao falecerem positivaram para dengue e chikungunya. O grupo de trabalho quer saber como as duas doenças contribuíram para o óbito e se, juntas, elas podem agir de forma mais agressiva. No mapa de mortes, o Recife tem 14 por chikungunya e cinco por dengue. Em seguida está Jaboatão com cinco por chikungunya e seis por dengue. No boletim estadual divulgado ontem, as arboviroses juntas somam 147,5 mil notificações e 40,7 mil confirmações. MICROCEFALIA Quase quadruplicou o número de descartes de microcefalia no Estado. Dos 2074 casos notificados desde agosto de 2015, 1,3 mil foram descartados e 398 confirmados, sendo destes 180 com resultado laboratorial positivo para o zika.

Fonte: Folha de Pernambuco

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas