Médica cubana estuprada

Chega hoje ao Recife um representante da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) para apurar o estupro de uma médica cubana do programa Mais Médicos. A médica foi obrigada a fazer sexo oral em um homem que invadiu o posto de saúde em que ela trabalha, na cidade de Capoeiras, no Agreste do Estado. O crime aconteceu na última segunda-feira, no início da tarde. O autor do crime entrou no estabelecimento armado com punhal e intenção de roubar. Levou o celular e o relógio da vítima. Uma técnica de enfermagem também teve o telefone roubado. Só depois de perceber que não havia movimento nas ruas e que não tinha sido descoberto, decidiu trancar-se no escritório com a mulher e cometer a violência sexual sem pressa. A cubana de 30 anos estava na cidade há dois anos e meio. Ela é casada com um médico que também faz parte do programa, na mesma cidade. Devem sair do Brasil nesta semana. O posto, que fica no centro da cidade, não tinha vigilante, nem câmeras de segurança. As duas mulheres se preparavam para ir embora quando o homem entrou o posto de saúde usando capacete. Ele anunciou o assalto e recolheu os pertences. Apenas a médica foi abusada, enquanto a técnica foi obrigada a assistir ao crime. Em seguida, o bandido fugiu do local. Segundo o secretário Saúde de Capoeiras, Cleber Ricardo Gewehr, nunca havia sido registrado ocorrência de violência em postos de saúde na cidade. Gewehr disse que tanto a médica quanto o marido estão assustados e não pretendem permanecer no Brasil. Eles não voltaram ao trabalho. “Dois postos estão sem atendimento. Comunicamos ao Ministério da Saúde, ao Departamento Nacional de Atenção Básica e a Secretária Estadual de Saúde. Vamos nos encontrar na sexta-feira para ver como isso vai ficar.” Gewehr destacou que está negociando o remanejamento de vigilantes de outros setores para dar suporte aos postos de saúde. Por conta das restrições da lei eleitoral, não pode haver novas contratações. Outro plano é a criação de uma guarda municipal, mas também fica para o ano que vem. A investigação sobre o estupro está com a delegacia seccional de Garanhuns, sob a chefia do delegado José Flávio Pessoa. De acordo com a Polícia Civil já foram tomados depoimentos, coletas de provas e solicitadas perícias. Em nota, o Ministério da Saúde (MS) lamentou o ocorrido e informou que a referência estadual e a supervisora do Programa Mais Médicos estão no município prestando todo o suporte necessário à profissional. A médica realizou o Boletim de Ocorrência e teve assistência no SUS dentro do protocolo de Prevenção e Tratamento dos Agravos resultantes da violência sexual contra as mulheres, que é a profilaxia, e testes rápidos para a triagem e/ou o diagnóstico de HIV e Hepatites. Segundo o MS, a profissional manifestou interesse em sair do município, o que deve acontecer até o final da semana. O processo de remanejamento da médica já foi iniciado bem como os trâmites administrativos para a substituição dos profissionais pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), conforme prevê o acordo firmado com a entidade, a fim de assegurar a assistência no município.

Fonte: Folha de Pernambuco

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