DALLAS (EUA) – Autoridades do setor de saúde do Texas registraram ontem a primeira morte relacionada ao vírus da zika, após uma criança que morreu recentemente no condado de Harris ter sido diagnosticada com microcefalia. Segundo funcionários do serviço de saúde estadual, a mãe do bebê contraiu a doença enquanto viajava grávida pela América Latina, o que fez a criança adoecer.
Testes confirmaram que o quadro do bebê estava relacionado à zika, segundo funcionários do setor de saúde. Até agora, o Estado americano do Texas registrou pelo menos 97 casos de microcefalia relacionada ao vírus da zika – entre eles, duas crianças com microcefalia no condado de Harris, uma populosa área que abrange Houston. Todos os casos do Texas envolveram viagens para regiões do exterior que concentram a doença e nenhuma foi transmitida por mosquitos dentro do Estado.
Autoridades estão em alerta no Texas, já que o clima quente e úmido do Estado dá condições para o mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Na semana passada, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças informou que já foram registrados cerca de 1.825 casos de zika nos Estados Unidos, quase todos relacionados a infecções contraídas fora do país.
EXPANSÃO
Também ontem o governador da Flórida, Rick Scott, anunciou quatro novos casos de infecção pelo vírus da zika no Estado. Os oficiais de saúde acreditam que o contágio se deu devido à propagação de mosquitos em um bairro de Miami. A Flórida soma agora 21 pessoas que contraíram a doença dentro do Estado.
Segundo um comunicado do gabinete do governador, o Departamento de Saúde da Flórida ainda acredita que as transmissões ativas estão acontecendo apenas numa área de 2,5 quilômetros quadrados no distrito de Wynwood, em Miami.
No último dia 1º, o Centro de Controle de Doenças e Prevenção emitiu uma nova recomendação que diz que mulheres grávidas não devem viajar para a chamada “área de transmissão” de zika na Flórida, e as gestantes que vivem na região devem tomar medidas de prevenção.
Fonte: Jornal do Commercio



