Se você tem dor forte na região do ouvido, dores e inchaços no pescoço e febre é possível que esteja com inflamação das glândulas salivares parótidas, doença popularmente conhecida como caxumba ou papeira. Localizadas nas laterais do pescoço, logo abaixo da mandíbula, as glândulas podem se inflamar por causa do vírus da família paramyxovirus. De janeiro a julho deste ano, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), já houve cinco surtos na Região Metropolitana, atingindo 95 pessoas.
De acordo com a SES, dos 95 casos, 58 foram registrados no Recife, 27 em Olinda e nove de Jaboatão. A transmissão acontece por meio do ar e pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Em alguns casos, a doença pode causar complicações mais sérias, como aborto, surdez, meningite viral e orquite (inflamação dos testículos).
A Vigilância Epidemiológica do Recife está fazendo um levantamento da situação no município e já verificou que a incidência é maior em adolescentes e jovens adultos – na faixa etária de 15 a 25 anos. A vacina indicada é a tríplice viral, fornecida pelo Ministério da Saúde, e protege também contra sarampo e rubéola. Para garantir a imunidade contra o vírus é preciso tomar a vacina com um ano de idade e depois o reforço após três meses.
Se a pessoa tiver tomado apenas a primeira dose, é aconselhável fazer o reforço na fase de adolescência entre 10 e 19 anos. “O problema é que as pessoas tomam apenas uma das doses da vacina e acabam não sendo imunizadas”, explicou a secretária-executiva de Vigilância em Saúde, Cristiane Penaforte.
“Se não tomou nenhuma dose, a pessoa pode receber a primeira num mês e a outra com intervalo de 30 dias”, acresentou a coordenadora do Programa de Imunização do Recife, Elisabeth Azoubel.
Para receber a vacina, basta procurar um posto de saúde com a carteira de identidade. Ontem, a estudante de odontologia Biatriz Gomes, 18, foi ao Lessa de Andrade, no bairro da Madalena. “Como fico exposta a vírus por fazer atendimentos odontológicos, a universidade pede que façamos o reforço a partir do 5º período”, explicou.
De acordo com o urologista Felipe Tenório, a doença pode causar complicações sobretudo nos homens. “É uma inflamação que pode destruir o epitélio germinativo dos testículos, local onde ocorre a produção de espermatozoides, e causar a infertilidade. O problema pode acontecer geralmente de uma a duas semanas após o início da caxumba, porque as glândulas do ovário e dos testículos apresentam semelhanças fisiológicas com as salivares e, portanto, também podem ser contaminadas”, explicou o médico. Após três meses, os pacientes são orientados a fazer um espermograma que pode analisar e confirmar a quantidade de espermatozóides produzidos.
Não há tratamento para a caxumba, cujas dores podem ser reduzidas através do uso de analgésicos. Também é aconselhável beber muita água. Os casos devem ser informados à Ouvidoria da Saúde pelo 0800-2811-520.
De acordo com a SES, dos 95 casos, 58 foram registrados no Recife, 27 em Olinda e nove de Jaboatão. A transmissão acontece por meio do ar e pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Em alguns casos, a doença pode causar complicações mais sérias, como aborto, surdez, meningite viral e orquite (inflamação dos testículos).
A Vigilância Epidemiológica do Recife está fazendo um levantamento da situação no município e já verificou que a incidência é maior em adolescentes e jovens adultos – na faixa etária de 15 a 25 anos. A vacina indicada é a tríplice viral, fornecida pelo Ministério da Saúde, e protege também contra sarampo e rubéola. Para garantir a imunidade contra o vírus é preciso tomar a vacina com um ano de idade e depois o reforço após três meses.
Se a pessoa tiver tomado apenas a primeira dose, é aconselhável fazer o reforço na fase de adolescência entre 10 e 19 anos. “O problema é que as pessoas tomam apenas uma das doses da vacina e acabam não sendo imunizadas”, explicou a secretária-executiva de Vigilância em Saúde, Cristiane Penaforte.
“Se não tomou nenhuma dose, a pessoa pode receber a primeira num mês e a outra com intervalo de 30 dias”, acresentou a coordenadora do Programa de Imunização do Recife, Elisabeth Azoubel.
Para receber a vacina, basta procurar um posto de saúde com a carteira de identidade. Ontem, a estudante de odontologia Biatriz Gomes, 18, foi ao Lessa de Andrade, no bairro da Madalena. “Como fico exposta a vírus por fazer atendimentos odontológicos, a universidade pede que façamos o reforço a partir do 5º período”, explicou.
De acordo com o urologista Felipe Tenório, a doença pode causar complicações sobretudo nos homens. “É uma inflamação que pode destruir o epitélio germinativo dos testículos, local onde ocorre a produção de espermatozoides, e causar a infertilidade. O problema pode acontecer geralmente de uma a duas semanas após o início da caxumba, porque as glândulas do ovário e dos testículos apresentam semelhanças fisiológicas com as salivares e, portanto, também podem ser contaminadas”, explicou o médico. Após três meses, os pacientes são orientados a fazer um espermograma que pode analisar e confirmar a quantidade de espermatozóides produzidos.
Não há tratamento para a caxumba, cujas dores podem ser reduzidas através do uso de analgésicos. Também é aconselhável beber muita água. Os casos devem ser informados à Ouvidoria da Saúde pelo 0800-2811-520.
Fonte: Diario de Pernambuco



