Dezessete países relatam casos de microcefalia

SÃO PAULO – Depois de meses de dúvidas sobre a ligação entre vírus e má-formação, e um alerta mundial, 17 países já registram casos de microcefalia associada ao zika, de acordo com o boletim mais recente da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em quatro, não há transmissão local do vírus, mas as mães viajaram a locais onde há epidemia. Desde 2007, 70 países tiveram transmissão local de zika.

O balanço é de 1.926 casos de má-formação no mundo desde 2015. O Brasil ainda concentra a maior parte dos registros associados ao zika (1.835). Outros 2.957 casos no País seguem em investigação pelo Ministério da Saúde – em 4.223, a relação com vírus e com problemas congênitos foi descartada.

Na sequência, têm mais notificações de microcefalia Colômbia (24) e Estados Unidos (21). Dos registros americanos, três são de mães que contraíram o vírus em outros países. Na Europa, os três casos de microcefalia – na Eslovênia e na Espanha – não são autóctones, ou seja, não tiveram origem no local.

ALERTA

Com o verão, período mais propício à propagação, os Estados Unidos já registraram 36 prováveis transmissões locais do vírus na Flórida. Por isso, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano resolveu declarar Miam Beach – polo turístico que movimenta R$ 24 bilhões de dólares anuais – um destino não adequado para grávidas.

Na Flórida, o governo tem adotado medidas para combater o Aedes aegypti, transmissor da zika. Além do fumacê, é estudado o uso de mosquitos transgênicos, que têm filhos estéreis. Essa experiência já foi testada com sucesso no Brasil.

E as autoridades de saúde acreditam que o surto deve espalhar-se.

A OMS ainda informa que 11 países – entre eles, o Brasil – tiveram aumento atípico da incidência da Síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica rara que causa paralisia.

Fonte: Jornal do Commercio

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