Pesquisadores do Hospital Agamenon Magalhães (HAM) realizaram um estudo, entre os meses de novembro de 2015 e maio de 2016, sobre a perda auditiva de bebês microcéfalos. Na análise, foi constatado que cerca de 5,8% das crianças, com diagnóstico confirmado da Síndrome Congênita do Zika, apresentavam perda auditiva neurossensorial. O artigo, que foi publicado ontem, na revista Eletrônica Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR), vinculado ao Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), levou em consideração uma avaliação realizada com 69 crianças de até 10 meses de idade. O estudo, que já considera a infecção materna pelo zika vírus um novo fator de risco para deficiência auditiva em crianças, contribuirá para reformular a triagem auditiva neonatal em todo o mundo. De acordo com a chefe do serviço de Otorrinolaringologia do HAM, Mariana Leal, haverá uma mudança no protocolo de triagem auditiva neonatal, que antes incluía o citomegalovírus, a rubéola e toxoplasmose como fatores de risco para a perda auditiva, agora também incluirá o zika. “As crianças que não têm fator de risco fazem um teste mais simples, já as crianças com risco de perda auditiva devem ser submetidas a um teste diferenciado”, explicou.
Fonte: Folha de Pernambuco



