Após invasões e brigas, Samu de Olinda será interditado

Representantes dos profissionais de saúde e entidades médicas de Pernambuco pediram a interdição imediata da sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Olinda, localizado no bairro do Varadouro, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Solicitação foi realizada após o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) ter recebido várias denúncias de invasões à unidade de saúde, falta de estrutura física e de iluminação, além do sucateamento das ambulâncias.

De acordo com o presidente do Cremepe, André Dubeux, uma fiscalização realizada em conjunto com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e o Conselho Regional de Enfermagem foi realizada na última segunda-feira (10) e foram constatadas diversas irregularidades no local. “Vimos uma unidade de saúde sucateada, sem portões, sem a menor segurança para os profissionais de saúde. Além disso, o local parece um depósito de veículos abandonados pela prefeitura de Olinda”, relatou.

Após a visita, o presidente do Simepe, Tadeu Calheiros, solicitou providências imediatas ao Cremepe, Ministério Público de Pernambuco (MPPE), as Secretarias de Saúde de Olinda e de Defesa Social de Pernambuco (SDS). O objetivo é garantir o trabalho e a integridade física dos profissionais que prestam serviço à comunidade olindense. Tadeu Calheiros destacou, ainda, que os médicos do Samu estão insatisfeitos com a gestão de saúde de Olinda que não cumpriu os prazos nem os acordos feitos com os profissionais.

Além da estrutura precária de trabalho, os profissionais também denunciaram que a unidade hospitalar foi invadida por populares que moram na comunidade onde fica localizado a sede do Samu. No último dia 3 de outubro, uma briga entre populares causou tumulto dentro do Samu e assustou os trabalhadores. “Recebemos informações de que homens invadiram o local após a briga e obrigaram que fossem realizados diversos atendimentos aos feridos”, contou Dubeux.

Na última sexta-feira (7), também foi registrado outro desentendimento entre populares dentro do Samu. Para ele, isso é fruto da falta de profissionais de segurança na unidade de Olinda. “A falta de portão na entrada da base e ausência de guarita facilitam as invasões da unidade”, informou o presidente do Cremepe, que também salientou não ser a primeira invasão no local. “Agora, estamos aguardando uma publicação oficial para que o local seja interditado plenamente e os profissionais sejam transferidos para outra unidade hospitalar”, explicou.

Fonte: LeiaJá

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