Imunoterapia no combate ao câncer

Segue até amanhã, no Hotel Sheraton, na Reserva do Paiva, município do Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife, o 1º Congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – Regional Nordeste, o I Oncos Nordeste. Durante três dias, o evento coloca em discussão o câncer e os principais avanços da medicina no diagnóstico e no tratamento da doença, para integralizar e atualizar os profissionais da área. São esperados mais de 350 participantes de 11 Estados.

Ontem, especialistas trocaram experiências sobre imunoterapia. “Está havendo uma mudança muito grande na oncologia nos últimos anos. Estamos vivendo a era da imunoterapia – tratamento com drogas que fazem o sistema imunológico combater o tumor. A técnica tem trazido resultado muito melhor que outros tratamentos, com menos efeitos colaterais”, detalha o médico Eriberto Junior, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica Regional Nordeste.

Sob à luz do Outubro Rosa, as palestras também devem debater o câncer de mama. “Vamos dar foco ao diagnóstico precoce, que está sempre em pauta, e aos novos tratamentos”, detalha o oncologista clínico Bruno Pacheco.

Ele também menciona a imunoterapia e a revolução que vem trazendo na medicina, mas destaca que ainda não há aplicações práticas desse tratamento para o câncer de mama. “A gente tem tido vários progressos, nos últimos anos, novas drogas, tratamentos hormonais. Mas ainda não usamos a imunoterapia porque ela não se mostrou adequada nesse tipo específico de câncer”, revela. “Mas hoje temos maneiras de detectar o câncer de mama mesmo antes de ele surgir, através de testes genéticos.”

Na abertura, além da imunoterapia, especialistas abordaram o tratamento do câncer em idosos. O oncogeriatra Ludovico Balducci, dos Estados Unidos, defende tratamento personalizado para pacientes mais velhos, que têm muito mais variáveis de saúde: devem ser levadas em consideração doenças concomitantes, além do quadro social e físico. “Uma pessoa de 80 anos, que tenha expectativa de vida de mais 15 anos, pode aproveitar um tratamento. Mas um idoso na faixa dos 60 anos que tenha uma reserva funcional muito pequena talvez não seja beneficiado”, pondera.

Hoje e amanhã estão em pauta os cânceres de pulmão, gastrointestinal, próstata, bexiga e rins. Inscrições, programação e outras informações no site www.oncosnordeste.com.br.

Fonte: Jornal do Commercio

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