Copos, bolas, chocalhos, lanternas, esponjas e pulseiras com guizos. Cores, sons e texturas que representam esperança para famílias de bebês com a síndrome congênita do zika vírus no Estado. Na tarde de ontem, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) distribuiu 20 kits multissensoriais durante o lançamento do projeto Redes de Inclusão no Recife. O objetivo é estimular os sentidos de crianças com anomalias causadas pela arbovirose e garantir tratamento adequado também fora dos hospitais.
O projeto piloto é fruto da parceria entre Unicef, Ministério da Saúde, Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, organizações da sociedade civil e a iniciativa privada. Além do Recife, capital do Estado com o maior número de notificações do Brasil, o município de Campina Grande, na Paraíba, é beneficiado. Em Pernambuco, serão distribuídos 260 kits acompanhados de fôlderes explicativos com instruções de uso.
“É um projeto bastante inovador, que ficará sob coordenação do município. Para as famílias significa muito, porque a proposta é intersetorial. É um olhar não só para a saúde, mas também para a educação e assistência social. Apesar da grandiosidade do projeto, que envolve as esferas federais, estaduais e municipais, o Redes de Inclusão está inserido no Sistema Único de Saúde (SUS) e tem retaguarda de política pública”, explica Cristina Albuquerque, coordenadora da Área de Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil do Unicef no Brasil.
Cada sacola conta com 10 itens, entre tapetes de estimulação, rolos, raquetes coloridas, móbiles, colheres, lanternas e brinquedos, com um custo individual de, aproximadamente, R$ 100. Além das 20 unidades entregues ontem, outras 30 ficarão disponíveis nos serviços públicos de saúde. Os outros 210 kits serão distribuídos conforme fabricação.
“A gente espera aprimorar e qualificar o projeto, oferecendo atendimento integral e humanizado às vítimas da síndrome”, afirmou Jailson Correia, secretário municipal de Saúde. Hoje, a Fundação Altino Ventura (FAV) oferece qualificação para profissionais da área da saúde. O intuito da ação é fazer com que eles consigam capacitar as famílias dos bebês para torná-las multiplicadoras das técnicas de estímulo em casa.
Fonte:Jornal do Commercio



