Um alento à menopausa

Há quem diga que ser mulher não é fácil, e a origem dessa afirmação pode estar na complexidade hormonal de todo organismo feminino. Na lista de agitações notáveis no dia a dia está a redução da função ovariana, conhecida popularmente como menopausa, comum a partir dos 45 anos, em média. Esse efeito natural resulta em várias outras alterações como mudanças de humor, insônia, ondas de calor e até lapsos de memória, que podem ser amenizados não só com reposição hormonal, mas com hábitos alimentares específicos para essa fase da vida.

Segundo a especialista em nutrição e transtornos alimentares, Patrícia Cruz, um cardápio equilibrado pode atuar nos sintomas e reduzir riscos iminentes de saúde. “Também sabemos que na menopausa as mulheres ficam mais suscetíveis a algumas doenças como osteoporose, dislipidemia e doenças cardiovasculares”, alerta e ainda chama atenção para o consumo de comidas fáceis de encontrar no supermercado.

“Banana e aveia são fontes de triptofano, aminoácido precursor da serotonina, que é um neurotransmissor que auxilia na melhora do humor”, pontua. A famosa irritabilidade acontece porque os níveis de estrogênio e progesterona diminuem drasticamente gerando inquietação e ansiedade.

“Já sardinha, atum e salmão possuem ácido graxo poliinsaturado (ômega 3), que vai atuar na redução do LDL – colesterol, melhorando o quadro de dislipidemia”, pontua ao falar da presença de níveis elevados de lipídios no sangue. “Enquanto isso, leite, iogurte e queijos magros são fontes de cálcio, mineral relacionado a saúde do osso.

Na menopausa, há baixa concentração do hormônio estrógeno, que auxilia na fixação do cálcio pelo osso, portanto, aumenta o risco de osteoporose e osteopenia”, completa a nutricionista. A dica é começar a se cuidar desde já, independente da idade, para fortalecer o corpo de mudanças tão drásticas.

A lista benéfica à saúde da mulher ainda inclui o consumo de soja, uma fonte de fitoestrógeno (isoflavona), que ameniza as ondas de calor e a insônia comum nesse momento. Isso sem falar em oleaginosas como avelãs e nozes que ajudam a manter a lubrificação vaginal, quando consumidas com moderação ao longo da semana.

Fonte: Folha de Pernambuco

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