Pacientes com Aids em Pernambuco estão convivendo com a falta de várias das drogas de combate ao vírus desde o fim do ano passado. A situação está tão crítica que alguns soropositivos, dos 13,5 mil que fazem tratamento com antirretrovirais, quando não se deparam sem a medicação, as recebem muito próxima do prazo de validade ou já vencidas. Na lista vermelha de remédios estão o tenofovi, lamivudina, ritonavir, raltegravir, zidovudina e efavirenz, segundo levantamento da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+) em Pernambuco.
Situação semelhante é vivida pelo ativista político Jeronimo Duarte, 50 anos, que pega o remédio no Hospital Correia Picanço. “Estamos naquela: ou toma vencido ou não toma. A gente não sabe o que é pior”, disse.
“Além de não dispormos de tantas medicações, ficamos em situações comprometedoras quando elas faltam, não sabendo se é mais nocivo deixar de tomar e correr o risco de resistência ao tratamento ou utilizar mesmo medicações vencidas com todo o risco envolvido colocando os médicos e os pacientes entre a cruz e a espada”, disse.
A pasta negou que houvesse qualquer dispensação do medicamento no Hospital Correia Picanço fora do período de validade. O Imip destacou que a decisão de liberação da medicação com apenas um dia de vencida decorreu de uma excepcional deliberação da chefia do setor ante a falta do medicamento o que ocasionaria a interrupção do tratamento dos pacientes.
O Ministério da Saúde afirmou que vai se posicionar sobre o desabastecimento nesta terça-feira (7), após analise das remessas de todas as drogas para HIV feitas para Pernambuco nos últimos meses.



