Anvisa estabelece regras

Sem regulamentação até então, os coletores menstruais tiveram regras de fabricação e venda estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Popularmente conhecido como “copinho”, o material deve ser atóxico e isento de ingredientes como fragrâncias e inibidores de odores.

A RDC 142, que versa sobre a regularização de produtos de higiene pessoal descartáveis, foi publicada na última segunda-feira (20) no Diário Oficial da União e dá 24 meses para que as empresas que fabricam esse tipo de produto se regularizem junto à instituição.

Os coletores não precisam de registro, mas as marcas serão cadastradas por meio do sistema de notificação eletrônico. É desconhecido o número de marcas que hoje comercializam os produtos.

Entre os requisitos de segurança estão a realização de testes de citotoxicidade (propriedade nociva de uma substância em relação às células), de acordo com a ISO 10993-5; avaliação de irritação da mucosa vaginal em humanos; e avaliação de sensibilização dérmica. Nas duas últimas análises, a Anvisa indica que são necessários no mínimo 30 voluntários para atestar possíveis reações.
A regulação ainda exige, na avaliação microbiológica dos coletores, a ausência de Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Clostridium sp e Candida albicans. No quesito rotulagem entre os pontos principais estão instruções que orientem claramente a usuária sobre SCT (Síndrome do Choque Tóxico).

A ginecologista Juliana Schettini comentou que o coletor não é tão isento de risco e a usuária deve ser esclarecida disso. “O sangue é meio de cultura para algumas colonizações bacterianas. Então, quando você usa um absorvente, seja ele interno ou externo, é recomendado a troca a cada duas ou três horas. A questão do coletor é dizem que ele pode ficar de oito até 12 horas. Querendo ou não você passa muito tempo com sangue lá e a vagina é cheia de bactérias”, explicou.

A médica comentou que um estudo internacional já mostrou a confirmação de caso de Choque Tóxico, devido à proliferação de bactéria, com uso coletor.

Fonte: Folha de Pernambuco

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