Taxa de cesarianas em PE está longe dos 15% sugeridos pela OMS

De exceção à regra. Os números de cesarianas em Pernambuco indicam esta direção há mais de uma década. Dados apresentados ontem pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ao lançar a campanha Quem espera, espera, reforçam a tendência. Foram 54% dos partos no estado em 2014, ficando abaixo da média nacional. Esta de 57%. Mesmo inferior à nacional, a taxa pernambucana está longe dos 15% sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A campanha evidencia os números e que as cesarianas trazem mais riscos para as mulheres e as crianças do que partos naturais. O objetivo é sensibilizar as mulheres e as famílias para os ganhos do parto espontâneo e humanizado. Será tarefa árdua. Reverter o senso comum de que as cesarianas reduzem a dor e são mais modernas e higiênicas do que o parto natural vai precisar mais do que uma campanha. O Unicef sinalizou ontem estar consciente disso, como também da importância de agir por etapas para mudar cultura da cesárea. Mudar comportamento pede tempo.

Podium nordestino
Ao ter 54% dos partos registrados como cesarianas, em 2014, Pernambuco fica na quinta colocação no ranking de maiores percentuais do Nordeste. O líder regional é o Rio Grande do Norte, com 60%, enquanto o Maranhão aparece na outra ponta, registrando 58% dos partos de 2014 como espontâneos.

Nascimento prematuro
A campanha Quem espera, espera enfoca também na relação cesariana e prematuridade. Em 2014, segundo dados do Ministério da Saúde, 11,6% dos nascimentos em Pernambuco foram de crianças com menos de 37 semanas. Isso confere ao estado a oitava posição nacional, de média 11,2%.

Plano de parto
Entre os caminhos do Unicef para sensibilizar sobre os ganhos com o parto espontâneo está a possibilidade das mulheres baixarem, via a plataforma www.quemesperaespera.org.br, um plano de parto. O planejamento pode ser personalizado com as preferência da grávida.

Fatores de risco
Os números de cesáreas mostram uma contradição. Segundo o manual da campanha Quem espera, espera, 75,3% das gestantes sem nenhum fator de risco, como a hipertensão, se submeteram a esse tipo de cirurgia, entre 2000 e 2012, contra 30,7% das grávidas com quatro ou mais fatores de risco.

Remédio em falta
Com o filho adolescente precisando de consulta e medicamento psiquiátricos, usuária da Policlínica Agamenon Magalhães, em Afogados, não sabe a quem recorrer. Bate à porta da unidade há quase um mês. As respostas, segundo ela, são as mesmas. Uma delas é de que “Respiridona está em falta”.

Encontro aguardado
Integrantes do Fórum Socioambiental de Aldeia exercitaram a paciência e vão finalmente se encontrar com o governador Paulo Câmara. Em reunião hoje, às 15h30, vão apresentar o projeto da Estrada Parque, em Camaragibe. O projeto prevê vias para pedestres, ciclistas e cavalgadores na PE-027.

Bons de manobra
Entrar e sair da Rua da União, no bairrro da Boa Vista, requer mais do que paciência dos motoristas. Requer habilidade para manobras nos espaços mínimos deixados por carros que ocupam os dois lados do logradouro ou pelos que se esforçam para conseguir uma vaga em estacionamentos de prédios públicos.

Fonte: Diario de Pernambuco

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