Apesar do fim do estado de emergência em decorrência do zika vírus e sua associação com a microcefalia e outras alterações neurológicas no Brasil, decretado ontem pelo Ministério da Saúde, Pernambuco só deverá tomar um posicionamento no próximo mês. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que, antes de definir que medida vai adotar, precisa fazer uma reavaliação epidemiológica das arboviroses nos 184 municípios.
A decisão nacional, comunicada à Organização Mundial da Saúde (OMS) por meio de nova avaliação de risco, acontece 18 meses após o decreto de emergência, em um momento de queda nos casos de zika e microcefalia em todo o País.
“O fim da emergência não significa o fim da vigilância ou da assistência. O Ministério da Saúde e os outros órgãos envolvidos no tema irão manter a política de combate a zika, dengue e chicungunha, assim como os Estados e municípios”, esclareceu o o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Adeílson Cavalcante.
Até 15 de abril deste ano, foram registrados 7.911 casos de zika no País, uma redução de 95,3% em relação a 2016, quando ocorreram 170.535 notificações. A queda também foi registrada nos números de microcefalia desde maio de 2016. Os casos novos mensais têm se mantido em 2% desde o mês de janeiro de 2017. No pico da microcefalia, em dezembro de 2015, o crescimento das notificações chegou a 135%.
Além disso, o Brasil não preenche mais os requisitos exigidos pela OMS para manter o estado de emergência. Um dos quatro pontos da avaliação de risco prevê que o evento seja considerado incomum ou inesperado, o que não ocorre mais, visto que já há conhecimento científico suficiente que comprove a relação entre o vírus e as alterações neurológicas.
Em Pernambuco, o estado de emergência foi decretado em dezembro de 2015 e prorrogado por mais 180 dias em dezembro do ano passado. De janeiro a 6 de maio deste ano, 221 casos de zika foram notificados em 46 municípios do Estado.
Fonte: Jornal do Commercio



