A quatro dias do fim da campanha de vacinação contra gripe, o Recife só vacinou 162.831 pessoas do público-alvo para a imunização, o equivalente a uma cobertura de 45,17% – bem abaixo da meta de vacinar 90% do grupo prioritário. Os bebês e as crianças, que são mais vulneráveis a complicações da gripe, representam um público com cobertura muito baixa na capital pernambucana: apenas um terço das 93.857 crianças de seis meses a menores de 5 anos haviam sido imunizadas até ontem pela manhã.
O detalhe é que o adoecimento pelos vírus da gripe é mais frequente exatamente nessa faixa etária que tem sido vacinada em menor proporção. Segundo boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Recife, 39,5% dos casos (32 das 81 confirmações) de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG, sigla que nomeia também os casos graves de gripe) relacionados à influenza foram registrados entre menores de 6 meses a 4 anos. Os dados consideram o balanço até 29 de abril na cidade.
Quase 200 mil pessoas, no Recife, ainda precisam ir aos postos de saúde para tomar a vacina até a próxima sexta-feira. Em todo o Estado, onde foram imunizados 61% do público-alvo da campanha, há um universo de 900 mil pernambucanos sem a vacinação. “Queremos que todos que fazem parte dos grupos prioritários sejam imunizados, para evitarmos novos casos de influenza. Os vírus dessa doença podem levar a óbito. Por isso, a importância da prevenção”, destaca a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Catarina de Melo.
Os idosos também estão com baixa cobertura vacinal no Recife (52,2% dos 183 mil foram imunizados). E em todo o Estado, 61,6% das 951.169 pessoas com mais de 60 anos foram aos postos de saúde até ontem pela manhã. Entre elas, a dona de casa Maria José Serra, 70, e o marido, o bancário aposentado Valmir Serra, 70. A filha do casal, Sílvia Rachel Serra, 48, também já está imunizada. “As pessoas não podem deixar de se vacinar. A prevenção é o melhor remédio”, destacou Valmir.
Em Pernambuco, até 13 de maio, foram registrados 52 casos de SRAG causados pelo vírus influenza A (H3N2), sendo 17 em menores de 2 anos (32,7%) e 15 em idosos (28,8%), com um óbito. Ainda foram confirmados 12 ocorrências para o vírus influenza B.
Fonte: Jornal do Commercio



