Simepe integra rede de fiscalização e debate sobre melhorias na saúde privada

A fim de assegurar uma oferta digna e segura de saúde aos pacientes, representantes de importantes entidades municipais e estaduais realizaram uma fiscalização conjunta na unidade de pronto atendimento da rede Hapvida, no bairro do Derby. A visita ocorreu nesta terça-feira (30) e contou com a participação do presidente do Simepe, Tadeu Calheiros; de profissionais dos Conselhos regionais de medicina e enfermagem, CREMEPE e COREN; do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor do Recife e do Estado; da Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (ADUSEPS); da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (APEVISA); além dos procuradores do Ministério Público, Maviael Souza e a Liliane da Fonseca Lima Rocha, que convocou o encontro.

Após uma reunião na sede do MPPE, ficou definido que o foco da fiscalização serão os serviços de urgência e emergência privados no Recife. No local desta primeira visita, foram verificadas todas as instalações, fluxo de atendimento e espera, além ainda de questões referentes à quantidade de equipamentos, leitos, e dimensionamento de equipe para a demanda apresentada.

Para o presidente do Simepe, nesta primeira abordagem, o fator que mais preocupou foi a interferência de autonomia do corpo clínico para a realização de procedimentos importantes, como, por exemplo, internações e exames, dependendo da complexidade. Em determinados casos, é necessário uma autorização superior, que muitas vezes precisa vir à distância – o que gera um tempo maior na resolubilidade de algumas emergências.

“Esse foi o fator que mais nos preocupou, pois a autonomia do corpo clínico deve ser respeitada em sua integralidade. Observamos ainda alguns outros pontos deficitários e ouvimos também o trabalho que está sendo feito para a ampliação da rede. É muito importante esse acompanhamento de perto e, desde já, parabenizamos o Ministério Público pela iniciativa. Além disso, temos a convicção de que ações como essa também devem ser levadas a outras instituições privadas, além de chegar a unidades do serviço público, onde também encontramos diversos problemas. Acreditamos que esse trabalho deve ser aprofundado, a fim de garantir uma boa oferta de serviços de saúde”, pontua.

Ao final do encontro, ficou definido que os relatórios dessa primeira visita serão elaborados e encaminhados ao MPPE, onde serão discutidos em um novo encontro.

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