Maria da Penha elogia atendimento

A farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, 71 anos, que dá nome à lei voltada a aumentar o rigor nas punições às agressões contra a mulher, visitou ontem o Centro de Atenção à Mulher Vítima de Violência Sony Santos e as dependências do Hospital da Mulher, no Curado. A cearense destacou que o modelo do centro deveria ser replicado em outras cidades.
O local funciona 24 horas por dia, oferecendo atendimento multiprofissional para vítimas de agressões físicas, sexuais e psicológicas. No mesmo lugar, é possível fazer registro da ocorrência policial e realizar exame de corpo de delito. Desde a inauguração, em julho de 2016, o centro já recebeu 212 mulheres pela primeira vez, 434 consultas de retorno e 23 perícias, totalizando 669 atendimentos.
“Não vi um serviço desse em lugar nenhum. O país precisa de mais iniciativas como esta”, disse Maria da Penha, após concluir a visita acompanhada pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio, a primeira-dama e médica Cristina Melo, e o secretário de Saúde, Jaílson Correia. A comitiva foi recepcionada pela diretora do hospital, a médica Isabela Coutinho, e pela coordenadora do centro, Sandra Leite. O prefeito ressaltou sua satisfação por receber Maria da Penha e a necessidade de combater a cultura machista. “O machismo não tem graça, não deve ser contado nem como piada. É um modo de violência muito cruel”, disse.
Geraldo Julio lembrou que a prefeitura tem investido em campanhas para reduzir a violência contra a mulher. “A prefeitura tem estratégias, como a campanha Maria da Penha Vai à Escola, de enfrentamento à violência e empoderamento financeiro para que as mulheres possam fazer suas denúncias com mais segurança”, explicou.
Maria da Penha foi por muitos anos vítima de violência doméstica. Lutou anos para que seu ex-marido viesse a ser condenado. Ele tentou matá-la por duas vezes. Em 1983, após levar um tiro do agressor, ela ficou paraplégica.
O acusado só foi condenado quase 20 anos depois do crime. Em agosto de 2006, foi sancionada a Lei Federal nº 11.340, que aumentou o rigor das punições às agressões contra a mulher, quando ocorridas em ambiente familiar ou doméstico.

Fonte: Diario de Pernambuco

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