Diante do descaso da Prefeitura do Recife médicos mantém paralisação de 72 horas

Os médicos da Prefeitura do Recife aprovaram em Assembleia Geral (AGE), nesta quarta-feira (06/12), no auditório da Associação Médica de Pernambuco (AMPE), na Boa Vista, a continuação do movimento com nova paralisação de 72 horas nos próximos dias 19,20 e 21 deste mês. Os profissionais demonstraram, mais uma vez, sensação de inconformismo em relação à municipalidade que vem  tratando a pauta de saúde com descaso. Existe uma série de dificuldades enfrentadas pela categoria, como por exemplo, a insegurança nos postos de saúde, desabastecimento de medicamentos, condições precárias e improvisadas de trabalho, déficit de recursos humanos e reajuste salarial.

O presidente do Simepe, Tadeu Calheiros, disse que é lamentável que a categoria tenha de fazer reiteradas paralisações dos atendimentos de saúde para chamar a atenção, buscando sensibilizar à gestão pública municipal. “Não há avanço nas negociações, há frequentes afirmações de que se está aberta ao diálogo, mas sem nenhuma proposta efetiva para melhoramentos, data, estipulação de prazos para concurso público, nomeações de novos profissionais, reajuste da categoria, plano de abastecimento sólido, que não falte medicações nos postos, reestruturações da segurança e físicas dos postos de saúde e das maternidades”, pontuou.

Diante desse cenário, a insatisfação é crescente e os médicos decidiram manter as paralisações quinzenais por 72 horas, para chamar a atenção da Prefeitura da necessidade de voltar a ter diálogos e propostas efetivas, atraindo o prefeito Geraldo Júlio a se posicionar na questão da saúde do Recife. Neste três dias de paralisação, os serviços eletivos e ambulatoriais ficarão suspensos, funcionando apenas os trabalhos de urgência, emergência e maternidade

“Não  podemos mais suportar esse silêncio que o PSB vem submetendo a saúde. É lamentável e nós vamos intensificar cada vez mais esse movimento”, comentou Calheiros.

Uma nova AGE da categoria está marcada para o dia 21/12, na sede da AMPE, a partir das 14h. De acordo com Tadeu Calheiros, a categoria pode, a qualquer momento, deflagrar uma greve por tempo indeterminado, além disso, serão realizadas novas fiscalizações nas unidades da rede municipal de saúde do Recife.

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas