Hanseníase é subnotificada e em contínua transmissão no Recife, diz pesquisa da UFPE

      Considerada a doença mais antiga da humanidade, a hanseníase é infectocontagiosa, mas tem cura. Infelizmente, continua a ser um grave problema de saúde pública. Com o potencial de provocar graves incapacidades físicas, se diagnosticada tardiamente ou tratada de forma inadequada, a hanseníase permanece endêmica no Recife, onde há focos não notificados da doença, em contínua transmissão na cidade.

A constatação está na dissertação de mestrado (defendida no Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade Federal de Pernambuco) da dermatologista Renata Cavalcanti Cauás. Para a médica, uma situação inquietante é que o tipo tuberculoide da doença foi o que apareceu com mais frequência, o que torna a situação mais preocupante. Afinal, esse tipo de hanseníase favorece a manutenção da endemia na cidade.

Também alarmante, segundo o estudo, é contínuo o registro de casos com incapacidade física grau 2, numa escala que vai de 0 a 2. A pesquisa deve servir de alerta para as autoridades de saúde, que não devem baixar a guarda na busca ativa de casos novos para o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno.

Fonte: Casa Saudável

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