Médicos do Recife iniciam paralisação de 72 horas

Os profissionais denunciam insegurança, escalas incompletas, estruturas precárias das unidades, falta de medicamentos e insumos básicos e ausência de recomposição das perdas salariais

Os médicos da rede municipal de saúde iniciaram mais uma paralisação nesta terça. Durante 72 horas, até quinta-feira, a classe cruza os braços suspendendo os atendimentos no Recife. Os profissionais denunciam insegurança, escalas incompletas, estruturas precárias das unidades, falta de medicamentos e insumos básicos e ausência de recomposição das perdas salariais. Após o ato, uma nova assembleia será feita para avaliar o movimento. A reunião está marcada para quinta, às 14h, na sede da Associação Médica de Pernambuco.

De acordo com a categoria, a mobilização, articulada pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco, não afeta os atendimentos de urgência e emergência (que serão mantidos). A ação pretende chamar a atenção para os problemas já expostos para a gestão pública.

“Os médicos da Prefeitura do Recife continuam mobilizados e focados na luta por uma saúde melhor para pacientes e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Os profissionais cobram avanços nas áreas de segurança, infraestrutura, abastecimento de medicamentos e recomposição de perdas salariais”, ressaltou o presidente do Simepe, Tadeu Calheiros. Por sua vez, o Simepe intensificou a campanha institucional, “GêJá”, a pomba manca da saúde do Recife que simboliza o sofrimento enfrentado por pacientes e profissionais de saúde.

ATENDIMENTOS SUSPENSOS

Durante os três dias de paralisação, serão suspensas as atividades nos ambulatórios, postos de Estratégia de Saúde da Família e Centros de Atenção Psicossocial (CAPs). Os atendimentos às urgências e emergências serão mantidos durante todo o período. Somente os serviços eletivos, ambulatórios e postos vinculados ao Estratégia de Saúde da Família (ESF) serão suspenso.

 

Fonte: Diario de Pernambuco

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